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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Prestações sociais na Alemanha são "inconstitucionais" PDF Versão para impressão
Quarta, 10 Fevereiro 2010 13:38

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“O sistema de prestações sociais aos mais carenciados é insuficiente”, concluiu ontem o Tribunal Constitucional alemão, uma decisão que deverá implicar um investimento de milhares de milhões de euros do Estado.

 

O tribunal pôs em causa a reforma introduzida pelo governo social-democrata de Gerhard Schroeder, em 2005, sob o nome de “Hatz IV”, que fundiu a ajuda social e as prestações aos desempregados de longa duração.

Porém, o sistema em vigor é “incompatível com o artigo 1, parágrafo 1, da Lei fundamental”, que garante “o direito a uma existência digna”, declarou Hans-Jürgen Papier, presidente do Tribunal,.

O Governo tem agora que repensar o modo de cálculo das prestações até ao próximo dia 31 de Dezembro de 2010. Mas alguns economistas avancaram que se a actual prestação de 359 euros por mês por adulto for aumentada em 80 euros, isso custará 10 mil milhões de euros a mais por ano ao Estado.


Os juízes consideraram que o Estado deve garantir a cada um “um mínimo de participação na vida cultural e social” do país, mas a actual tabela de benefícios não inclui actividades sócio-educativas para as crianças, por exemplo.