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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Um Lamento pela Paz PDF Versão para impressão
Quinta, 04 Fevereiro 2010 00:17
kurdish_man
Direito à própria língua, à própria cultura, à própria identidade. Direito de existir. Direitos a que todos os povos deviam ter direito. Mas muitos não têm. Os curdos ainda não têm.
Foi para pedir pelos direitos deste povo e pela resolução do conflito que marca a “mais numerosa etnia sem Estado no mundo” que se reuniram hoje, na mesma sala do Parlamento Europeu, políticos, defensores dos direitos humanos, laureados de prémios pela Paz e representantes de várias organizações não governamentais.
Muitos oradores e apoiantes não puderam estar presentes, por razões práticas ou políticas, mas todos deixaram uma mensagem de esperança na VI Conferência Internacional da “UE, a Turquia e os Curdos”.
“Desejo para os todos os povos do mundo, aquilo que conseguimos na África do Sul”- foi o desejo expressado nas palavras de Desmond Tutu. O ano de 1990 marcou a vida dos sul-africanos, como 2010 pode marcar a vida dos curdos, expressou o Arcebispo, numa mensagem escrita: “As coisas mudaram para melhor. De tal forma, que nunca mais poderão voltar atrás, mas para isso foi preciso o envolvimento das pessoas, dos políticos e dos exilados. Foi isso que fez com que os presos políticos, como Nelson Mandela, fossem libertados, foi isso que fez mudar a história da África do Sul.”
Emine Ayna, membro do Partido turco Paz e Democracia (BDP), explicou, no entanto, que a Turquia ainda não mostra abertura para o processo de paz e a pouca vontade política é evidente: “Há uma visível falta de vontade em acabar com as operações militares. Não se pode falar em “abertura” quando há uma barreira de violência policial. Mas o povo curdo está pronto para a Paz e mais esforços devem ser feitos!”
Desde 2005, que a União Europeia pede à Turquia que aceite as condições de adesão, mas entre elas está o respeito pelos direitos humanos e pelas minorias. “Um processo que tem tido avanços, mas que não pode acontecer de um momento para o outro”, afirmou Hasan Cemal, jornalista turco.
Mas a questão do reconhecimento da minoria curda, passa por perceber a importância da opressão sentida nas mais pequenas rotinas, “passa por ir à padaria sem medo dos aviões militares que sobrevoam a nossa cabeça. Se isso é possível em Ancara ou Bodrum, também deve ser possível para nós”, defendeu Leyla Zana, vencedora do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento.
E se na Europa é possível a coexistência de diferentes estados, com diferenças culturais e nacionais, porque não pode ser na Turquia? “A paz política só pode ser conseguida com a presença de todas as partes. E isto é o meu lamento pela Paz”, disse L. Zana.