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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

UE pode acolher muito mais refugiados PDF Versão para impressão
Produzido por João Macdonald   

Relatórios de Rui Tavares votados por larga maioria em comissão do Parlamento Europeu

Iniciativa de divulgação segunda-feira, 17, em Lisboa

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A reinstalação de refugiados na União Europeia (UE) está muitíssimo abaixo das capacidades dos 27 Estados Membros: apenas dez países o fazem. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) determina anualmente quantas das pessoas que vivem em campos de refugiados precisam de ser reinstaladas. Neste momento, em todo o mundo pelo menos 747 mil pessoas têm essa necessidade. A UE pode e deve acolher mais pessoas indicadas pelo ACNUR.

Foi por isto que na semana passada, em Bruxelas - e na próxima segunda-feira na Bobadela, Lisboa, no Concelho Português para os Refugiados (CPR) - o eurodeputado Rui Tavares (ind.BE-GUE/NGL) apresentou os dois relatórios que submeteu à Comissão LIBE do Parlamento Europeu que lançam soluções para o problema: o relatório de co-decisão “Fundo Europeu de Refugiados para o período de 2008-2013” e o relatório de iniciativa “Estabelecimento de um programa conjunto da UE para reinstalação”. Ambos foram aprovados por larguíssima maioria.

Ambas as iniciativas contaram e contarão como altos representantes do ACNUR e de várias ONGs. Na segunda-feira, em Lisboa, na sessão que terá abertura de Maria Teresa Tito de Morais, presidente do CPR, o programa conta também com Petra Hueck, do International Catholic Migration Commission, e Annete Bombeke, do European Council on Refugees and Exiles, que falarão sobre as “Lições retiradas da reinstalação na UE”. Junta-se ao painel Johannes Van Gemund, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), e Torsten Moritz, da Churche’s Comission for Migrants in Europe, para abordarem o tópico “O Caminho futuro da reinstalação na União Europei”. A iniciativa termina com uma comunicação de um representante do Gabinete de Roma do ACNUR (nome a designar).

Consulte aqui as FAQs sobre refugiados e reinstalação na UE.

 

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