| Grécia vai transformar-se em protectorado |
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| Produzido por The Week, 28/01/2012 | |||
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O programa orçamental grego “derrapou”, as receitas públicas ficaram abaixo do previsto em 2011 pelo que, segundo a Zona Euro, Atenas se deverá submeter a reformas “mais ambiciosas” e chegar a acordo com os credores privados. Nesse sentido, e de acordo com um documento alemão preparado na perspectiva da cimeira europeia, a Grécia vai ser privada de qualquer soberania orçamental, um caso de protectorado sem paralelo na história da integração europeia. Sem que estas condições sejam concretizadas, afirmam os ministros das Finanças dos países da Zona Euro, o presidente do Eurogrupo e o comissário europeu da pasta, a troika não concretizará o resgate de 130 mil milhões de euros já acordado para tentar reduzir a dívida soberana grega de mais de 170 para 120 por cento do PIB. Ao mesmo tempo, segundo as exigências apresentadas, o governo grego deve ainda conseguir com que as reformas gerem crescimento económico e emprego de forma a tornar a gestão da dívida sustentável. Todos os programas de ajustamento aplicados até agora na Grécia tiveram como resultados aumentar a dívida e afundar o país na recessão e no caos social. Segundo o Eurogrupo, o FMI vai trabalhar num novo “programa de ajustamento” para a Grécia que a Zona Euro apenas aceitará se for subscrito “por todos os partidos políticos”, tanto os que se revêem no governo tecnocrático de Papademus como os da oposição. Os esforços não devem incidir apenas na parte orçamental, segundo o comissário Olli Rehn. “Deverão acelerar a aplicação de reformas estruturais para reforçar a economia e o crescimento”; o próprio Rehn admitiu que a brutal carga de impostos e a “cura de rigor” não proporcionaram as receitas públicas previstas em 2011. O Eurogrupo pressiona também Atenas a entender-se com os credores privados – as negociações estão suspensas – porque estes se recusam a trocar novas obrigações pelas antigas a taxas de juro abaixo dos quatro por cento. Os bancos afirmam que se forem obrigados a descer dessa fronteira o processo deixará se ser “voluntário” mas obrigatório e poderá criar ainda mais confusão numa situação já confusa.
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