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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Londres vai expulsar diplomata israelita PDF Versão para impressão
Terça, 23 Março 2010 14:30

Falsificação de passaportes britânicos é o motivo

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O Reino Unido vai expulsar um diplomata da Embaixada de Israel em Londres para marcar posição contra a clonagem de passaportes de cidadãos britânicos usados no assassínio do dirigente Mahmud al-Mahbu em Janeiro no Dubai. Ao tornar oficial esta posição o governo britânico confirma que tem provas do envolvimento dos serviços secretos de Israel no crime.

 

A iniciativa do governo de Londres foi anunciada em primeira mão pela BBC e divulgada oficialmente por David Miliband, secretário dos Negócios Estrangeiros. Segundo a informação da BBC, a investigação da Agência Britânica para o Crime Organizado apurou que responsáveis oficiais israelitas estão envolvidos na clonagem e utilização ilegal de 12 passaportes de cidadãos britânicos na operação realizada em 19 de Janeiro no Dubai contra a vida do dirigente do grupo islâmico. As autoridades do Dubai, que desde o início revelaram terem 99 por cento de certeza de que o assassínio foi cometido pela  Mossad, identificaram 27 passaportes falsos ou clonados de várias nacionalidades: britânica, irlandesa, francesa e australiana.

Israel negou sempre o envolvimento no crime mas o culto pela Mossad em sectores da população do país reforçou-se como moda desde então e não foi desencorajado, antes pelo contrário, pelas autoridades - que promoveram acções de merchandising em sites oficiais do exército e dos próprios serviços secretos. Também as respostas aos anúncios pedindo colaboradores dos serviços de espionagem cresceram exponencialmente.

A expulsão não recairá sobre o embaixador israelita em Londres, Ron Prosor, segundo as informações disponíveis. Depois de terem negado inicialmente o envolvimento no crime as autoridades israelitas remeteram-se ao silêncio, facto que o correspondente da BBC em Jerusalém, Jeremy Bowen, considera significativo "num país onde se fala tanto". Segundo este jornalista, a posição do governo britânico "é uma mensagem forte" às autoridades israelitas.

Mahmud al-Mahbu, considerado o fundador do braço armado do Hamas, foi assassinado no dia 19 de Janeiro num quarto de hotel em Dubai por um grupo de pessoas munidas de passaportes estrangeiros e cujas imagens foram captadas pelos serviços de vigilância do hotel.

Amostras de sangue da vítima enviadas para França revelaram que a morte foi provocada pela tortura com choques eléctricos e estrangulamento com fios eléctricos.

"Jerusalém não é um colonato"

Na visita que está a efectuar a Washington, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, utilizou terça-feira a tribuna da AIPAC, o maior lobby judaico norte-americano, para repetir que a colonização nos territórios ocupados, designadamente Jerusalém Leste, não será congelada. "Jerusalém não é um colonato, é a nossa capital", disse o chefe do governo confirmando, de novo, o desrespeito por numerosas resoluções da ONU. "O povo judeu construiu Jerusalém há três mil anos e o povo judeu constrói Jerusalém actualmente", acrescentou. Segundo Netanyahu, Jerusalém é presentemente uma cidade onde o sector Leste é uma realidade que não consegue distinguir-se do todo, pelo que não faz sentido, em sua opinião, dizer que a construção afecta territórios que vão estar em negociação com os palestinianos. Nesse sentido, apelou ao presidente palestiniano Mahmud Abbas que aceite participar nas negociações indirectas mediadas pelos Estados Unidos, o que significaria, de facto, o reconhecimento da anexação israelita de Jerusalém Leste.

A parte palestiniana, apoiada no direito internacional, considera que Jerusalém Leste é um território ocupado desde 1967 e nele deverá ser instalada a capital do futuro Estado independente.

Netanyahu continuou a defender a necessidade de construir "medidas de confiança" entre as partes envolvidas, encontrando eco para essa posição no actual executivo itinerante do Quarteto, Tony Blair, que repetiu a tese em Bruxelas durante um debate sobre o Médio Oriente organizado pelo Parlamento Europeu.