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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Um Quarteto enredado na estratégia de impasse PDF Versão para impressão
Sexta, 19 Março 2010 16:10

Colonização

 

O chamado "Quarteto para o Médio Oriente" apelou a Israel para congelar a construção de colonatos, apoiou a diplomacia de Washington e adoptou a meta de 24 meses para a criação do Estado Palestiniano. Israel já contestou os resultados da reunião de Moscovo.

Mais informação

http://www.beinternacional.eu/index.php/destaques/382-gaza

Não suscitou qualquer surpresa o encontro de alto nível dos membros do "Quarteto para o Médio Oriente" realizado sexta-feira em Moscovo. O secretário geral da ONU, os chefes das diplomacias dos Estados Unidos, da Rússia e da União Europeia, além de Tony Blair, o executivo do grupo, adoptaram, no geral, a nova fórmula de negociações indirectas entre Israel e a Autoridade Palestiniana apresentada recentemente pelos Estados Unidos. A iniciativa está suspensa mesmo antes de ter arrancado na prática uma vez que Israel mantém a decisão de manter os trabalhos de colonização nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Leste.

Os membros do Quarteto apelaram às duas partes para que aceitem o processo de negociações, embora o processo esteja actualmente dependente da atitude de Israel. Tanto o vice-presidente dos Estados Unidos como a Autoridade Palestiniana afirmaram que só haveria condições para estabelecer negociações quando Israel anunciar o congelamento da colonização.

Ban Ki-Moon leu uma declaração final da reunião na qual os membros do Quarteto manifestam acordo com um plano da Autoridade Palestiniana para criar o Estado independente no prazo de 24 meses. Nos termos do Acordo de Washington assinado em 1993, a solução defendida internacionalmente para o problema israelo-palestiniano já deveria estar em vigor desde 1998. Esse Estado, segundo o secretário geral da ONU, deverá caracterizar-se por "independência, boa governação, justiça e segurança para o povo palestiniano".

O Quarteto declarou-se preocupado com a "deterioração" da situação em Gaza e pediu aos palestinianos para "combaterem o extremismo". A Força Aérea de Israel voltou a bombardear Gaza durante as últimas horas como resposta ao disparo de dois rocketts sobre o seu território, acção cuja autoria foi reivindicada por um grupo associado à Al-Qaida. O documento final não contém quaisquer propostas de diligências a efectuar para que seja aliviado e levantado o cerco de Gaza.

Hilary Clinton, secretária de Estado norte-americana, proferiu uma declaração no final da reunião qualificando as relações do seu país como Israel como "profundas, sólidas e duradouras". As palavras correspondem ao tom conciliador adoptado nos últimos dias pelos dirigentes norte-americanos em relação a Israel sem que este país altere a posição que marcou durante a visita do vice-presidente Josef Biden.

A primeira reacção de Israel às decisões de Moscovo partiu do ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman. Rejeitou os apelos à suspensão da colonização alegando que essa posição está a por de lado mais de 16 anos de negociações. O primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, sublinhou posteriormente que o mais importante é "construir a confiança" para realizar negociações.

A multiplicação de apelos a Israel tem sido uma constante de países e instâncias internacionais, sem resultados práticos. Analistas da região consideram que a pressão diplomática não perturba Israel porque sabe que, em última instância, poderá contar sempre com o apoio norte-americano, além de beneficiar os sectores israelitas, no governo, que preferem sempre a situação de impasse às negociações.