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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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Decifrado o mistério da "epidemia" que mata cientistas iranianos PDF Versão para impressão
Sexta, 17 Fevereiro 2012 16:20

Por Richard Engel e Robert Windrem
NBC News

Ataques mortais a cientistas nucleares iranianos estão a ser levados a cabo por um grupo iraniano dissidente, que é financiado, treinado e armado pelos serviços secretos israelitas, afirmam oficiais americanos à cadeia NBC News, confirmado as acusações levantas por líderes iranianos.

O grupo, Mujahedin do Povo Iraniano, há muito que é designado, pelos Estados Unidos, como grupo terrorista pelo acusado da morte de militares e empreiteiros americanos nos anos setentae por apoiarem a tomada da embaixada americana em Teerão antes de romperem relações com os mullahs iranianos em 1980.

Os ataques, que  desde 2007 conduziram à morte de cinco cientistas iranianos e terão destruído um local de pesquisa e desenvolvimento de mísseis, tem sido levado a cabo de forma dramática, com recurso a moto-assaltantes que frequentemente colocam pequenas bombas magnéticas no exterior dos carros das vítimas.

Oficiais americanos, falando sob anonimato, afirmaram que a administração de Obama está a par da campanha de assassínio mas não tem qualquer envolvimento directo.

Os iranianos não tem qualquer dúvida sobre quem é o responsável – Israel e o  Mujahedin do Povo Iraniano, conhecido por vários acrónimos, incluindo MEK, MKO e PMI.

“A relação é muito intrincada e próxima”, disse Mohammad Javad Larijani, um importante assessor de  Ayatollah Ali Khamenei, supremo líder do Irão, referindo-se ao MEK e Israel. “Eles (os israelitas) pagam.... os Mujahedin. Alguns dos seus (MEK) agentes... providenciam informações a Israel. E também recrutam e dão apoio logístico”.

Além disso, disse, a Mossad, os serviços secretos israelitas, estão a treinar elementos do MEK em Israel no uso de motos e pequenas bombas. Num dos casos, disse, agentes da Mossad construíram uma réplica da casa de um cientista iraniano para que os assassinos se pudessem familiarizar com o sítio antes do ataque.

Muito do que o governo iraniano sabe sobre os ataques e as ligações entre Israel e o MEK vem do interrogatório feito a um assassino, quem em finais de 2010 falhou um ataque, e dos materiais encontrados com ele, disse Larijani.

Larijani, educado nos Estados Unidos, cujos dois irmãos mais novos são responsáveis pelas áreas legislativa e jurídica do governo iraniano, disse que a lógica israelita é simples: “Israel não tem acesso directo à nossa sociedade. Os Mujahedin, sendo iranianos e parte da sociedade iraniana, têm... um bom número de... lugares pontos de contacto com as pessoas. Por isso eu penso que eles estão a trabalhar em estreito contacto. E nós temos documentos muito concretos”.

Dois altos funcionários americanos confirmaram à NBC News o papel desempenhado pelo MEK nos assassínios, com um dos altos quadros a dizer, “Todas as vossas suspeitas estão correctas”. Um terceiro oficial não quis confirmar nem negar a relação, dizendo apenas, “Ainda não foi claramente confirmado”. Todos eles negaram qualquer envolvimento americano nos assassínios.

Assim como no passado, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita declinou comentar. Um porta-voz disse, “Enquanto não pudermos ver todas as provas reivindicadas pela NBC, o ministro dos Negócios Estrangeiros não reagirá a cada boato e relatório publicado no mundo”.

Pelo seu lado, o MEK apontou para a declaração chamando as alegações de “absolutamente falsas”.

Ali Safavi, há muito o representante do MEK, reafirmou a negação depois da publicação deste artigo, “Nunca houve e não há qualquer membro do MEK em Israel, ponto”, disse. “O MEK negou categoricamente qualquer envolvimento. A ideia de que Israel está a treinar elementos do MEK dentro das suas fronteiras é perverso. É absolutamente e completamente falso.”

Um especialista afirmou que a sofisticação dos ataques suporta as alegações iranianas de que um serviço de inteligência experiente está envolvido.

No mais recente ataque, a 11 de Janeiro de 2012,  Mostafa Ahamdi Roshan morreu numa explosão em Teerão momentos depois dois assaltantes, numa mota, terem colocado uma pequena bomba magnética no seu carro. Roshan era vice-director da unidade de enriquecimento de urânio em Natanz e estaria envolvido nas aquisições para o programa nuclear, que o Irão insiste não se tratar de um programa de armas.

Ataques anteriores incluem o assassínio de  Massoud Ali-Mohammadi, morto por uma bomba à porta da sua casa em Teerão em Janeiro de 2010, e uma explosão em Novembro do mesmo ano que tirou a vida a Majid Shahriari e feriu Fereydoun Abbasi-Davani, que é agora o líder da Organização Iraniana de Energia Atómica.

No caso de Roshan, a bomba parece ter sido feita de modo a que toda a carga explosiva fosse direccionada para o interior do veiculo, matando-o a ele e ao seu motorista e guarda-costas mas deixando o trânsito praticamente intacto.

Apesar de Roshan ter estado directamente envolvido no programa nuclear, trabalhando na enorme instalação de centrifugação entre Teerão e Qom, o centro religioso do Irão, de acordo com com Larijani, pelo menos um outro cientista que foi morto não estava ligado ao programa nuclear iraniano.

Ao falar sobre  Ali-Mohammadi, vitima de bombardeamento, que ele descreveu como um amigo,  Larijani disse à NBC News, “De facto este tipo que foi assassinado não estava envolvido com o cerne da situação. Ele era um cientista, um físico, a trabalhar na parte teórica da energia nuclear, que pode ser ensinada em qualquer universidade. Pode-se encontrar em qualquer texto”.

“Isto é uma conspiração israelita. Uma conspiração suja”, Larijani acrescentou irritado. Afirmou também que os assassínios não estão a ter qualquer efeito no programa e apenas tornaram os cientistas mais convictos para levar a cabo a sua missão.

Não é bem assim, disse Ronen Bergman, um comentador israelita e autor do livro “Israel’s Secret War with Iran” e de um outro que aparecerá em breve com o título provisório, “Mossad and the Art of Assassination.”

Bergman afirmou que os ataques têm três propósitos, sendo o mais óbvio a remoção de cientistas altamente qualificados e do seu conhecimento. Os outros: forçar o Irão a reforçar a segurança aos seus cientistas e instalações e a estimular “deserções de brancos”.

Explicou este último da seguinte forma: “Cientistas a abandonarem o projecto, com medo de serem os próximos da lista de assassínios com reflexões do género “não estou para isto, ganho bem, é verdade, sou promovido, homenageado por todos, mas posso ser morto. Não vale a pena. Talvez fosse melhor voltar ao ensino... na universidade.”

Existem relatos não confirmados, na imprensa israelita e noutros locais, que Israel e o MEK estiveram envolvidos numa explosão, a 12 de Novembro, que destruiu o centro de pesquisa e desenvolvimento de mísseis em Bin Kaneh, a 40 quilómetros de Teerão.  Entre os mortos estava o major general Hassan Moghaddam, director de desenvolvimento de mísseis para a Guarda Revolucionária, e uma dúzia de outros investigadores. Moghaddam era de tal forma importante que Ayatollah Khamenei marcou presença no seu funeral.

Ao contrário de outros assassínios, o Irão afirma que a explosão no centro de mísseis foi um acidente; entretanto, o MEK publicitou-o mas negou qualquer envolvimento.

De acordo com Bergman, de facto, podem existir outras operações secretas levadas a cabo quer por Israel, agindo sozinho ou em conjunto com outros.

“Dois laboratórios incendiaram-se”, disse Bergman ao enumerar os ataques. “Os cientistas foram mortos ou desapareceram. A base míssil e a base de I&D da Guarda Revolucionária explodiram há um tempo, tendo sido morto o director da divisão de I&D da Guarda Revolucionária com... os seus soldados”.

Bergman acrescentou: “Assim, uma longa série de... algo que foi nomeado pelo gabinete do ministro israelita... de 'percalços misteriosos' a acontecerem e re-acontecerem com o projecto. Então os iranianos afirmam, 'Isto é a Mossad israelita a tentar sabotar as nossas tentativas para sermos uma potência nuclear”.

Dr. Uzi Rabi, director do Centro Dayan na Universidade de  Telavive, disse que os supostos acidentes podem todos ser parte da “guerra psicológica” conduzida contra o Irão. “Parece lógico. Faz sentido”, afirmou sobre o possível envolvimento do MEK, “e já foi feito antes”.

Rabi, que regularmente fala no Parlamento israelita, o Knesset, sobre o Irão também disse que o objectivo último das várias operações secretas levadas a cabo por Israel é “de prejudicar as políticas de sobrevivência.... de enviar a mensagem que poderá amedrontar os governantes iranianos”.

Para os Estados Unidos, o alegado papel do MEK é particularmente perturbador. Em 1997, o Departamento de Estado designou-o como grupo terrorista, justificando com um sumário, não classificado, de 40 páginas sobre as actividades da organização ao longo de 25 anos. O documento, enviado ao Congresso em 1998, foi escrito por Wendy Sherman, agora subsecretária de Estado para os assuntos políticos e depois assessora da Secretária de Estado, Madeleine Albright.

O relatório, obtido pela NBC News, foi impiedoso na sua avaliação. “Os Mujahedin (MEK) colaboraram com o Ayatollah Khomeini para derrubar o antigo xá do Irão”, é dito. “Em consequência dessa luta, assassinaram pelo menos seis cidadãos americanos, apoiaram a tomada da embaixada americana, e opuseram-se à libertação de reféns americanos.” Em qualquer dos casos, o documento refere, “As bombas eram as armas de eleição dos Mujahedin, que frequentemente usaram contra alvos americanos.

“No entanto, no caos político pós-revolucionário, os Mujahedin perderam o poder político para o clero islâmico iraniano. Eles então devotaram a sua dedicação à luta armada e ao uso de propaganda contra o novo governo iraniano, dando início a um violento e polémico ciclo de ataques e represálias.”

Oficiais americanos disseram publicamente que as informações contidas no documento se limitavam a material não classificado, mas também se baseou em material classificado ao determinar a inclusão do MEK na lista americana de organizações terroristas.

O MEK e as suas organizações congéneres têm sido dirigidas desde o início por  Massoud e Maryam Rajavi, um casal que tem mantido um controlo apertado apesar de ameaças de morte e dissidências internas.  Massoud Rajavi, 63, fundou o MEK, mas desde a invasão americana no Iraque retirou-se dando lugar à sua esposa.

O relatório do Departamento de Estado descreve os Rajavis como “fundamentalmente antidemocráticos” e “não uma alternativa viável ao actual governo iraniano”.

Uma das razões para isso é a relação estreita entre o MEK e Saddam Hussein. Saddam recrutou o MEK da mesma forma que os Israelitas alegadamente fizeram, usando-os para lutar contra as forças iranianas durante a Guerra Irão-Iraque, um papel que eles orgulhosamente acolheram. Assim, orgulhosamente, convidaram a NBC News para um dos seus campos militares fora de Bagdade em 1993.

De acordo com relatório do Departamento de Estado, “O Exército de Libertação Nacional (ELN), o braço militar dos Mujahedin, levou a cabo incursões no Irão durante os últimos anos da Guerra Irão-Iraque de 1908-88.” A última grande ofensiva do ELN foi supostamente conduzida contra os curdos iraquianos em 1991, quando se juntou a Saddam Hussein na brutal repressão da rebelião curda. A acrescentar a ocasionais actos de sabotagem, os Mujahedin são responsáveis por violentos ataques no Irão que vitimaram civis.”

“Internamente, os Mujahedin regem a sua organização de forma autocrática, suprimindo a dissidência e não tolerando diferentes pontos de vista”, é dito. “Rajavi, que lidera o braço político e armado dos Mujahedin, promoveu em torno de si um culto da personalidade.”

As suspeitas americanas sob o MEK não acabam aqui. Responsáveis legais disseram à NBC News que em 1994 o MEK fez um pacto com o terrorista Ramzi Yousef um ano antes de este ter comandado o primeiro ataque terrorista ao World Trade Center em Nova Iorque. De acordo com os responsáveis, que falaram sob anonimato, Yousef construiu a bomba que agentes do MEK colocaram no interior de um dos mais importantes santuários xiitas em Mashaad, no Irão, a 20 de Junho de 1994. Pelo menos 26 pessoas, na maioria mulheres e crianças, foram mortas e 200 ficaram feridas no ataque.

Essa ligação entre Yousef, sobrinho do mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 Khalid Sheikh Mohammad, e o MEK foi inicialmente relatada no livro, “The New Jackals,” de Simon Reeve. A NBC News confirmou que Yousef disse a responsáveis legais americanos que trabalhou com o MEK no bombardeamento.

Em anos recentes, o MEK disse ter renunciado à violência, mas responsáveis iranianos afirmam não ser verdade, que a morte de iranianos continua. Ainda assim, através de algum hábil lobbying, o grupo tem sido capaz que o Reino Unido e a União Europeia os retire das suas listas de grupos terroristas.

O alegado envolvimento do MEK nos assassinato de cientistas nucleares iranianos dá aos Estados Unidos um encobrimento face às mortes clandestinas. Porque os Estados Unidos designaram o MEK como grupo terrorista, nem os militares nem as serviços de inteligência americanos podem trabalhar com ele. “Nós não nos podemos dar com eles”, disse um alto responsável americano. “Por causa da designação nós não nos iríamos dar com eles”.

Responsáveis iranianos acusaram inicialmente Israel e o MEK de estarem por detrás dos ataques, mas desde então acrescentaram a CIA à lista. Três dias depois de 11 de Janeiro de 2012, um bombardeamento em Teerão que matou Roshan, a agência de notícias IRNA relatou que o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano teria enviado uma carta diplomática aos Estados Unidos afirmando dispor de “provas e informação segura” de que a CIA forneceu “orientação, apoio e planeamento” a assassinos directamente envolvidos no ataque.

A Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, negou de imediato qualquer ligação às mortes. “Quero negar categoricamente qualquer envolvimento dos Estados Unidos em qualquer acto de violência dentro do Irão”, disse Clinton em declarações à imprensa no dia do ataque.

Mas pelo menos dois candidatos presidenciais republicanos não têm qualquer problema a identificação de cientistas nucleares como alvos. Num debate em Novembro, o antigo presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich aprovou  a ideia de “retirar os seus cientistas” e o antigo Senador da Pensilvania  Rick Santorum apelidou de “coisa maravilhosa”.

A oposição do MEK ao governo iraniano tem também merecido recentemente quer aplausos e apoio por parte de uma estranha mistura de companheiros políticos.

Um grupo de ex funcionários do Gabinete juntaram-se para apoiar a retirada do MEK da lista oficial americana de Organizações Terroristas Estrangeiras, colocando até um anúncio de página inteira no New York Times pedindo a remoção do MEK da lista americana de terroristas.

O antigo governador do Vermont Howard Dean, o antigo Procurador Geral dos EUA Michael Mukasey, o antigo Embaixador das Nações Unidas John Bolton; o antigo Secretário de Segurança Interna Tom Ridge, o antigo Director do FBI Louis Freeh e o antigo Rep. Patrick Kennedy estavam entre os subscritores do anúncio.

“É um extraordinário grupo de líderes bipartidários e até mesmo apolíticos, líderes militares, diplomatas, os Estados Unidos... o Reino Unido, a União Europeia, até o Tribunal Distrital dos EUA em Washington, disse que este grupo que foi incluído, em 1997 na lista de vigilância de organizações terroristas estrangeiras não merece estar lá,” afirmou Ridge em Novembro no programa “The Andrea Mitchell Show” na estação de televisão MSNBC.

Políticos americanos têm estado também a pressionar o governo americano a proteger os 3400 membros do MEK e as suas famílias no Campo Ashraf no Iraque, a cerca de 50 quilómetros a norte de Bagdade. Com a partida das tropas americanas, o MEK temia que as forças iraquianas, encorajadas pelo Irão, atacassem o campo, levando a um banho de sangue. No entanto, à última hora, foi negociado um acordo com a Nações Unidas que permitiria a partida dos membros do MEK para serem reinstalados em países democráticos não especificados. A partir dessa semana não tem havido muito movimento sobre o plano de  reinstalação.

Os iranianos vêm o que está a acontecer como terrorismo e hipocrisia por parte dos Estados Unidos. Eles afirmam ter enviado documentos e outras provas para as Nações Unidas – e directamente para os Estados Unidos.

“Eu acho que isto é um plano muito cínico. Isto é inaceitável,” disse Larijani. “Isto é uma má tendência no mundo. Sem precedentes. Nós devíamos matar cientistas... bloquear um programa nuclear? Quer dizer, isto é um desastre!”

Daniel Byman, professor na  School of Foreign Service na Universidade de Georgetown e membro sénior do Centro Saban para a Política do Médio Oriente na Brookings Institution, afirmou que se as contas sobre os assassinatos da dupla Israel-MEK estão correctas, a operação roça o terrorismo.

“Em teoria, os Estados não podem ser terroristas, mas se eles contratam assassinos locais, isso seria um patrocínio do Estado”, disse Byman, autor do recente livro, “A High Price: The Triumphs and Failures of Israeli Counterterrorism.” “Pode-se argumentar que eles agiram não para aterrorizar as pessoas, o objectivo do terrorismo, mas apenas a comunidade nuclear. Também se poderia argumentar que degradar o programa significa que não há necessidade de acções militares e portanto, isto é um nível baixo de violência e que na verdade estes são alvos militares, quando normalmente os alvos terroristas são civis.”

Mas em última análise, Byman afirma, há um “espectro de responsabilidade” e Israel é, em última instância, responsável.

Ronen Bergman, embora não falando em nome do governo israelita, sugere que existe uma justificação, citando uma habitual e polémica frase segundo a qual o Presidente iraniano  Mahmoud Ahmadinejad diz que Israel deveria ser varrido da face da terra.

“ Meir Degan, chefe da Mossad, quando estava em funções pendurou uma fotografia atrás de si, atrás da cadeira do chefe da Mossad”, refere um comentador israelita. “E nessa fotografia pode-se ver – um judeu ultra-ortodoxo – barba comprida, de joelhos, com as mãos no ar e dois soldados da Gestapo - em pé ao lado dele com armas apontadas. Um deles – um deles está a sorrir.

“E Degan costumava dizer ao seu pessoal e a quem o vinha visitar da CIA, NSA e etc.: “Olhem pare este homem nesta fotografia. Este é o meu avô minutos antes de ter sido morto pelas SS,” disse Bergman. “... Nós estamos aqui para impedir que isto volte a acontecer.”

 

Richard Engel é o principal correspondente estrangeiro da NBC News; Robert Windrem é um produtor sénior de investigação.