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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Mercosul fecha os portos às Malvinas PDF Versão para impressão
Segunda, 02 Janeiro 2012 13:45

A decisão foi tomada ao mais alto nível pela Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, os países da união. O ministério britânico dos Negócios Estrangeiros declarou-se “preocupado”.

Um alto responsável do Foreign Office declarou que “é inaceitável colocar as Falkland (designação britânica das ilhas Malvinas) sob um bloqueio económico”, uma decisão que “não tem justificação legal, moral ou política”.

Em Novembro último também já o Unasul, bloco sul-americano constituído pelos quatro países do Mercosul e ainda Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile, Guiana e Suriname tinham tomado a mesma decisão. O que está em causa é não apenas a soberania da Argentina sobre as ilhas mas também o facto de o Reino Unido explorar as riquezas pesqueiras e petrolíferas do arquipélago.

Esta nossa decisão, comentou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Uruguai, Luís Almagro, “é um simples acto de coerência política”. O que o Uruguai assumiu de facto, acrescentou, “foi uma posição anticolonialista e de descolonização”.