Facebook
The Week

Miguel Portas

Copy/Paste

The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


Ler Mais...
Mil Palavras
Instantâneos
Reflexões

O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

NATO, uma história sangrenta PDF Versão para impressão
Quinta, 30 Setembro 2010 17:18

nato02

Foto Reuters

A história da NATO pode ser escrita em sangue, diz Marisa Matias. "É uma história que representa a imposição de um modelo específico de Estado, de economia e de sociedade". Apesar dos esforços de propaganda, "todos sabemos que o negócio da NATO é a guerra".

A eurodeputada do grupo da Esquerda Unitária GUE/NGL eleita pelo Bloco de Esquerda participou em Gent num comício organizado pelo Partido Socialista de Esquerda da Bélgica e nele defendeu a extinção da Aliança Atlântica. O novo conceito estratégico desta organização militar, disse,  é "uma forma de legitimar aquilo que tem sido a sua prática". O alargamento do conceito de ameaça, tornando-o "um conceito difuso", permite à NATO continuar a agir "não com na base no interesse colectivo, mas de interesses económicos e imperialistas", acrescentou.
 
Marisa Matias declara-se preocupada com a discricionariedade do novo conceito estratégico, que pode abrir a porta a um "maior controlo social e à imposição de medidas securitárias"
 
Um dos principais pontos da próxima Cimeira de Lisboa, considera a eurodeputada, será a repartição dos custos da guerra: "se existe um exército global, chegou agora o tempo de todos pagarem". Quanto a esta pressão dos Estados Unidos sobre os seus aliados, Marisa Matias argumenta: "concordo que a Europa não gasta dinheiro suficiente, mas não é em armas, é na criação de emprego, no apoio social e na criação de uma sociedade mais igualitária". Ao invés, "a guerra é um meio para a perpetuação das desigualdades e da exploração".
 
De acordo com o novo conceito estratégico, a NATO é apresentada como "o músculo e a espinha dorsal dos ideais democráticos", como sempre alega ter sido. Marisa Matias desmistificou esta ideia lembrando que "Portugal tornou-se membro da Aliança quando vivíamos sob uma ditadura fascista".
 
Marisa Matias enumerou ainda as medidas de controlo social que o governo português prepara para acolher a Cimeira da NATO em Lisboa e apelou à mobilização e à participação popular nos protestos contra "esta aliança transatlântica e a sua política imperialista".