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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

CE remete para o Estado as dívidas privadas da Marsans PDF Versão para impressão
Segunda, 13 Setembro 2010 10:22

marsans02

A Comissão Europeia (CE) considera que os clientes lesados da Marsans "devem procurar obter reparação junto das autoridades nacionais que controlam a aplicação da lei e/ou dos tribunais nacionais competentes".
 Esta declaração, feita através da comissária Vivianne Redding, surge na sequência de uma pergunta escrita da eurodeputada Marisa Matias à CE sobre a situação da Marsans. Recorde-se que na semana passada a agência de viagens perdeu a licença para operar em Portugal, um mês após a declaração de insolvência. Também na semana passada 64 companhias aéreas acusaram o Grupo Marsans de retenção indevida de mais de cinco milhões de euros da venda de bilhetes entre os dias 1 e 20 de Abril.
 
A eurodeputada do Bloco de Esquerda considera que "não é admissível que uma agência de viagens que opera em vários países deixe vários trabalhadores no desemprego ao mesmo tempo que retém o dinheiro de clientes e de companhias aéreas. Não podemos permitir que haja enriquecimento à custa dos trabalhadores e dos clientes lesados. As fronteiras não podem esconder responsabilidades. É necessária uma coordenação europeia para proteger os cidadãos e para evitar e solucionar casos destes".
 
Marisa Matias questiona ainda que "o proprietário da empresa, até a vender em Junho passado, é o patrão dos patrões espanhóis: é este o exemplo de empreendedorismo que a classe empresarial europeia dá?"
 
A indicação da Comissária para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania baseia-se na legislação europeia que protege os consumidores de férias organizadas, que têm direito ao reembolso das somas pagas ou da substituição das férias. Contudo, esta protecção não se aplica a viagens não organizadas como é o caso da venda isolada de bilhetes de voo.
 
Esta directiva europeia (90/314/CEE) requer ainda que os estados-membros assegurem que os operadores tenham solvência financeira.
 
Relativamente à situação dos trabalhadores, a Comissão declara-se consciente "das consequências negativas das reestruturações empresariais que podem afectar os trabalhadores, as famílias e a região em causa" mas remete para os Estados-membros a aplicação das normas europeias. A Marsans é um grupo multinacional de viagens com sede em Espanha e que se mantém em plena actividade apesar de ter encerrado o ramo português.