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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

A prisão de al-Maleh e a defesa dos direitos humanos PDF Versão para impressão
Quinta, 09 Setembro 2010 18:48

 Marisa Matias levantou a voz no plenário do Parlamento Europeu em defesa do advogado e defensor dos direitos humanos sírio Haitham al-Maleh, detido pelas autoridades de Damasco aos 80 anos por alegadamente "enfraquecer os sentimentos nacionais do seu país".

A eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda sublinhou que a decisão tomada em relação a al-Maleh, a outros cidadãos sírios detidos "por razões semelhantes", as "restrições à liberdade de movimentos e as medidas arbitrárias tomadas pelas autoridades sírias são práticas que estão em contradição com o importante papel da Síria em toda a região e não reflectem os esforços que têm sido feitos neste país para melhorar a situação social". Além disso, sublinhou, a situação de Haitham al-Maleh viola numerosos tratados e convenções internacionais e a própria legislação síria, "que estipula que os tribunais militares não devem ter competência para julgar civis.

Marisa Matias assinalou que a questão por ela levantada em plenário é inseparável de outras abordadas durante a semana em Estrasburgo: o repúdio pela condenação à morte - agora suspensa - da cidadã iraniana Askineh Ashtiani; e a condenação das expulsões de cidadãos romenos e búlgaros ordenadas pelo governo do presidente francês Nicolas Sarkozy. "A defesa dos direitos humanos não tem fronteiras e não é uma luta que deva ser travada apenas lá fora", declarou a eurodeputada. "Hoje demos um bom exemplo de como travá-la também dentro de portas", concluiu.