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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Liberalização dos correios: injustiça e maus serviços PDF Versão para impressão
Quinta, 09 Setembro 2010 17:05

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"A União Europeia ainda não está preparada para a liberalização dos serviços postais", defenderam terça-feira vários eurodeputados em conjunto com numerosos trabalhadores que estão em risco de perder aos seus empregos devido a este processo.

Uma manifestação em Estrasburgo, frente ao Parlamento Europeu, teve como objectivo pedir uma moratória em relação à data prevista para a liberalização dos serviços postais até que a Comissão Europeia assuma as suas responsabilidades. As pré-condições para a liberalização contidas na directiva 2008/6/EC(1) estabelecem a garantia de boas condições de trabalho, a necessidade de uma investigação das consequências sociais do processo e a realização de um estudo sobre como financiar e assegurar os serviços globais. "Estas exigências, porém, não foram respeitadas nem pelos Estados-membros nem pela Comissão Europeia", sublinham sindicalistas dos serviços postais.

Durante a sessão plenária de quarta-feira diversos membros do Parlamento Europeu manifestaram o seu apoio a esta reivindicação interrogando a Comissão sobre a liberalização do mercado postal. Acusaram a Comissão, especialmente a Direcção Geral do Mercado Interno, de não cumprir os pré-requisitos definidos na sua política e nos seus documentos e por não se preocupar em conseguir maior justiça social no sector. Eurodeputados da Esquerda Unitária (GUE/NGL) revelaram que o Parlamento Europeu continua ainda à espera de um estudo da Comissão sobre o impacte social da liberalização. "Os trabalhadores estão a ser profundamente prejudicados nesta terceira fase da liberalização e a concorrência não está a beneficiar nada nem ninguém", afirmou a eurodeputada Sabine Wils. O deputado De Jong demonstrou também que a concorrência entre os serviços postais provocou o despedimentro de 15 mil trabalhadores na Holanda, incluindo pessoas com mais de duas décadas de vínculo, substituídas por jovens trabalhadores que aceitaram o emprego em condições precárias.

O comissário Barnier respondeu que a directiva foi apoiada anteriormente pelo Parlamento Europeu e também por 25 Estados-membros no Conselho Europeu. Ainda segundo o comissário, a Comissão Europeia não acredita na suspensão do processo mas está disposta a criar um grupo de trabalho com os sindicatos e os utentes dos serviços postais para debater os problemas que venham a surgir.

Contudo, esta "medida positiva", como foi qualificada no plenário, não proporcionará, segundo os defensores da moratória, qualquer solução para a actual degradação do mercado postal e para a justiça social pela qual os trabalhadores estão a lutar.