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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Blair ocultou negócios milionários PDF Versão para impressão
Sexta, 19 Março 2010 15:21

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Tony Blair tentou esconder negócios milionários com uma empresa coreana que tem interesses no Iraque e com a família real do Kuwait.

O jornal britânico Daily Mail informa que o antigo primeiro ministro Tony Blair convenceu durante 20 meses a comissão oficial que investiga os novos empregos de ex-membros do governo a esconder alguns dos seus negócios milionários, o que aconteceu até agora. O jornal diz que Blair invocou sempre o argumento de que se tratava de "informação comercialmente muito delicada".

Em causa estão um acordo muito lucrativo com a multinacional sul-coreana UI Energy Corporation, com grandes intereresses no Iraque, e um contrato de um milhão de libras como assessor da família real do Kuwait.

A UI Energy Corporation é uma das maiores investidoras nos fabulosos recursos petrolíferos do Curdistão iraquiano. Além de Blair, tem entre os seus assessores o ex-primeiro ministro australiano Bob Hawke e vários políticos norte-americanos.

As informações são consideradas muito importantes para cidadãos e instituições que acusam formalmente Tony Blair de ter lucrado com a guerra do Iraque e de utilizar agora o seu lugar de chefe do "Quarteto para o Médio Oriente" para obter benefícios pessoais.

O jornal afirma que Blair ganhou pelo menos 22 milhões de euros desde que abandonou o governo, em Junho de 2007, embora a sua fortuna seja difícil de calcular uma vez que foi disseminada através de uma teia de empresas que criou. Os principais parceiros de negócios dessas empresas são pessoas e instituições dos Estados Unidos e do Médio Oriente.