Facebook
The Week

Miguel Portas

Copy/Paste

The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


Ler Mais...
Mil Palavras
Instantâneos
Reflexões

O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Prisões de talibãs interromperam negociações PDF Versão para impressão
Sexta, 19 Março 2010 13:52

afeganistao01

As prisões de chefes talibãs efectuadas pelo Paquistão interromperam as negociações que a ONU e o governo de Cabul efectuavam com aquele grupo religioso.

A notícia já fora dada pelo presidente afegão, Hamid Karzai - que não escondeu o desagrado pelo sucedido - e foi agora confirmada à BBC por Kai Eide, antigo enviado das Nações Unidas para o Afeganistão.

O Paquistão, que procedeu às prisões com apoio explícito dos chefes das forças expedicionárias norte-americanas no Afeganistão, afirma que não fez as detenções para travar as negociações secretas mas fontes do governo afegão consideram que Islamabad devia ter buscado informações mais apuradas antes de avançar para a operação.

"Os paquistaneses não desempenharam o papel que deveriam ter desempenhado;tinham que saber quem eram esses dirigentes, quais as tarefas que realizavam e hoje estamos a ver os resultados", disse por seu lado KaiEide, diplomata norueguês, ex-enviado das Nações para o Afeganistão e um dos envolvidos no processo de negociações com os talibãs.

Na altura das detenções, alguns artigos publicados na imprensa norte-americana levantaram interrogações sobre a possibilidade de as prisões parecerem grandes êxitos mas poderem tornar-se contraproducentes por atingirem a facção talibã menos radical.

Kai Eide explicou que as negociações através do canal da ONU foram abertas há cerca de um ano e que alguns encontros foram efectuados no Dubai. "Estávamos ainda na fase de conversar sobre conversações" porque "a aquisição de confiança nestes processos e a definição das linhas vermelhas é muito demorada".

Um representante do presidente afegão informou recentemente que o canal estabelecido por Cabul para negociações secretas com os talibãs tinha começado há pouco a produzir resultados de modo mais acelerado, mas as prisões vieram por o processo em causa.

O diplomata norueguês afirmou que nas negociações têm participado figuras de alto nível dos talibãs, incluindo da hierarquia estabelecida no Paquistão, a Quetta Shura, pelo que seria impossível os contactos realizar-se sem conhecimento e autorização do dirigente espiritual do grupo, o mullah Omar. Karl Eide acrescentou que existem muitos desacordos e divisões internas nos talibãs, sendo que alguns dirigentes de alto nível permanecem muito ligados à Al-Qaida. Os detidos pelo Paquistão, porém, pertencem à facção envolvida no diálogo.

Karl Eide considera que a solução do problema do Afeganistão "cabe aos próprios afegãos" e sublinhou que o entendimento dos representantes talibãs envolvidos nas negociações é o de que a guerra terá que ter uma solução negociada.

Desde o início da Administração Obama os Estados Unidos têm admitido a possibilidade de estabelecer contactos com os talibãs "moderados", mas o reforço do contingente militar em 30 mil homens e as recentes ofensivas de grande envergadura na província de Helmand revelam que as opiniões e estratégia dos chefes militares têm prevalecido.