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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Coligação não-sectária comanda no Iraque PDF Versão para impressão
Quarta, 17 Março 2010 17:33

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A coligação laica e pluricomunitária Al Iraqiya, do ex-primeiro ministro Iyad Allawi, comanda a contagem dos votos das eleições iraquianas quando estão apurados 80 por cento dos resultados.

Nuri al-Maliki, primeiro ministro em funções, chefe da coligação Estado de Direito e candidato que interpreta o poder norte-americano no Iraque, recebeu as notícias sobre a alteração na liderança da contagem apresentando um protesto à Comissão Eleitoral exigindo a recontagem dos votos em Bagdade por supostas "irregularidades". Qasem al-Abudi, porta voz da Comissão Eleitoral, confirmou que o pedido de recontagem já foi apresentado por escrito e sublinhou que o apuramento dos resultados está a ser feito "com precisão total" mas qualquer lista candidata tem direito a pedir novas contagens.

Apurado cerca de 80 por cento do total nacional, a coligação laica está na frente com menos de dez mil votos de vantagem num universo de votantes um pouco superior a dez milhões. Em Bagdade, contados 78 por cento dos votos, a vantagem é de Al-Maliki por cerca de 70 mil votos.

A coligação actualmente no poder está com vantagem em sete provícias; a Al Iraqiya comanda em cinco e os partidos curdos dominam as três províncias do Curdistão iraquiano.

Os resultados confirmam que a formação de um novo governo iraquiano vai ser demorada e laboriosa devido à proximidade entre as formações mais votadas. A obtenção de maioria governamental dependerá de uma coligação alargada que será muito difícil de concretizar. O comportamento da coligação laica de Iyad Allawi ultrapassa as perspectivas iniciais e revela o cansaço de grande parte da população com os combates sectários e a sobreposição dos interesses religiosos sobre a política. Além disso, a abertura desta coligação à população sunita, que tem sido marginalizada no processo decorrente da invasão militar estrangeira, obteve recompensa a nível eleitoral. A coligação de Iyad Allawi é laica e não tem tendências sectários dominantes apesar da sua génese xiita. Os resultados globais deverão ser anunciados no fim do mês.