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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Tailandeses protestam com sangue PDF Versão para impressão
Quarta, 17 Março 2010 16:00

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Manifestantes tailandeses que exigem a demissão do governo apoiado pelos militares e a convocação de eleições antecipadas lançaram sacos de plástico que dizem conter o seu próprio sangue contra a residência do primeiro ministro.

Ao cabo de quase uma semana de manifestações contínuas nas ruas de Bangkok, os tailandeses mobilizados em terno da Frente Unida pela Democracia e Contra a Ditadura juntaram os designados "sacrifícios de sangue" à simbologia das camisas vermelhas que usam desde o primeiro dia de protestos. Exigem a demissão do governo de Abhsit Vejjajiva, que consideram "ilegítimo" por ter sido formado na sequência do golpe militar de 2006 que depôs o governo de Thaksin Shinawatra, homem de negócios que conquistou elevados índices de popularidade usando a consigna de governar "contra a elite da capital".

Shinawatra é a referência do movimento de contestação e tem mandado do exílio algumas mensagens gravadas para encorajar os manifestantes dizendo-lhes que "estão a fazer história" na Tailândia. O primeiro ministro deposto pelos militares governou entre 2001 e 2006 e foi acusado de "abuso de poder" pela sua gestão nesse período. As acções de rua começaram a intensificar-se depois de a justiça tailandesa ter decidido, há cerca de três semanas, confiscar cerca de metade dos bens de Thaksin Shinawatra. 

Segundo as últimas informações, o antigo primeiro ministro obteve entretanto a cidadania do Montenegro, país que visita esta semana. Shinawatra tem vivido nos últimos dois anos em Dubai e Londres num exílio que impôs a si próprio. Caso regresse à Tailândia será detido porque foi condenado num processo por conflito de interesses quando ocupava o cargo de primeiro ministro.

Os dirigentes da Frente pela Democracia deram um prazo até domingo passado ao primeiro ministro em funções para se demitir e convocar eleições antecipadas. Nessa data o chefe do governo surgiu na televisão rodeado pelos seus principais colaboradores e pelos chefes militares dizendo que não se demitirá e que as forças armadas estarão de prevenção, embora excluindo a possibilidade de decretar o estado de emergência.

A Frente Unida pela Democracia e Contra a ditadura decidiu manter os protestos até à demissão do governo, o que tem acontecido nas ruas de Bangkok embora com o número de manifestantes a dominuir regularmente. Os participantes no protesto estão actualmente acampados na zona da parte velha da capital que é o cenário habitual de movimentos políticos. "Quando for a altura certa convocaremos uma nova marcha do milhão de pessoas", designação dada à manifestação de domingo, dia 14, de acordo com declarações de um dirigentes do movimento.

Os "sacrifícios de sangue" surgiram como meio de reactivar o protesto e chamar internacionalmente a atenção para a situação no país. Além de lançarem sacos de plático com sangue nas sedes do governo e do partido govrnamental, o Partido Democrático, os manifestantes realizaram uma concentração junto à embaixada dos Estados Unidos pretendendo que este país seja veículo da sua mensagem a nível mundial.

Na terça-feira, dia 16, formaram-se na capital algumas filas de manifestantes com camisas vermelhas para dar sangue, recolhido por enfermeiras. Segundo os dirigentes do movimento foram recolhidos cerca de 300 litros de sangue para ser usado nas acções de protesto.