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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Mais liberdade de circulação na Europa PDF Versão para impressão
Terça, 16 Março 2010 15:16

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A partir de 5 de Abril os cidadãos não-europeus com vistos de longa duração em Estados Membros da UE podem transitar dentro do espaço Schengen como os portadores de títulos de residência.

Imagine que é um cidadão brasileiro com um visto de longa duração em Portugal e foi convidado para participar num debate sobre as relacões latino-americanas em Madrid. Ou que está a estudar em Portugal e gostaria de viajar até Bruxelas para recolher informação sobre um determinado assunto europeu. Se isso acontecer hoje não tem possibilidade de circular entre Portugal e Espanha ou Bélgica pois a actual Convenção de Schengen não o autoriza.
De acordo com a legislação comunitária em vigor, os detentores de um visto de longa duração – estudantes, cientistas, académicos, membros da família de nacionais de países terceiros e de cidadãos da UE, por exemplo – não podem viajar para os outros Estados-Membros durante a sua estadia nem transitar pelos outros Estados-Membros quando regressam ao país de origem. Mas a partir do dia 5 de Abril, qualquer nacional de um país terceiro titular de um visto de longa duração emitido por um Estado-Membro vai ter os mesmos direitos de um portador de um título de residência no que se refere à livre circulação no espaço Schengen sem fronteiras internas. Ou seja, vai estar autorizado a viajar para os outros Estados-Membros durante três meses num período de seis meses e nas mesmas condições que o detentor de um título de residência, de acordo com o regulamento aprovado na semana passada pelo Parlamento Europeu.
As regras relativas à consulta do Sistema de Informação de Schengen (SIS) e dos outros Estados-Membros passarão a ser aplicadas nos pedidos de vistos de longa duração e não apenas nas autorizações de residência.
Rui Tavares falou em nome do grupo GUE/NGL em relação à nova legislação: "Este relatório presta um bom serviço à liberdade de movimentos dentro da União Europeia, aos direitos dos cidadãos – seja dos cidadãos europeus, seja dos cidadãos de países estrangeiros – e à democracia europeia no seu conjunto, entendida não só como o conjunto dos seus cidadãos, mas contando também com o contributo de milhares e milhares de cidadãos ou milhões de cidadãos de países terceiros que passam pelo espaço europeu, que aqui residem, que aqui vêm por períodos mais ou menos longos para trabalhar e estudar. E notemos que isto não é apenas um fardo desnecessário e injusto para o cidadão de um país terceiro de que estamos a falar. É um desperdício para nós que contávamos com o seu contributo. É um desperdício para a nossa competitividade, quando comparamos, por exemplo, a mobilidade deste tipo de cidadãos estrangeiros nos Estados Unidos, por exemplo, ou na China, ou na Índia, ou no Brasil, e depois vemos os entraves à sua mobilidade na União Europeia. É um desperdício para a mobilidade da nossa força de trabalho, da nossa comunidade científica – quando notamos que isso é muito importante, essa mobilidade acrescida, em períodos de crise como aquele que atravessamos, e é um desperdício também para a sociedade do conhecimento".