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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

"Na UE não há economias periféricas" PDF Versão para impressão
Quarta, 10 Março 2010 20:47

A UE deve responder com solidariedade sempre que o euro está sob ataque, seja uma economia pequena como a Grécia ou não, defendeu Rui Tavares nos debates em Estrasburgo.

A intervenção do eurodeputado:

“Quando há um ano ou dois o euro era forte, o Wall Street Journal apostava na sua queda e explicava como ela poderia acontecer. As economias do euro são muito diversas, dizia. Basta que a mais vulnerável caia.

Foi isso que aconteceu e, hoje em dia, toda a gente se queixa dos especuladores estrangeiros. Mais valeria, no entanto, que se queixassem de si mesmos, que se queixassem dos líderes europeus. Ninguém nos obrigou a fazer uma união monetária sem união política e sem coesão social. E ninguém nos obrigou a hesitar e a titubear quando as economias, a que chamam ‘periféricas’, estão sob ataque.

É preciso deixar muito clara uma coisa: não há economias periféricas. Quando uma economia do euro está sob ataque é o euro que está sob ataque, é a União que está sob ataque e ela deve responder na solidariedade. A mesma solidariedade que valeu para a Europa de Leste, que valeu para a Alemanha na sua reunificação.

Se não fosse por solidariedade hoje, será por interesse próprio mais tarde, dado o tamanho destes mercados e o tamanho das suas dívidas e a exposição que os bancos da Europa Central têm a elas. Mais valia que fosse por solidariedade. “