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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

UE não pode ignorar o Saara PDF Versão para impressão
Terça, 09 Março 2010 17:20

saara02

A contra-cimeira de Granada deixou claro às instituições europeias que qualquer progresso do tipo de associação entre a UE e Marrocos não pode ignorar a ocupação do Saara Ocidental.

A pujança das iniciativas solidárias com os saarauis na cidade andaluza acabou por marcar a agenda da cimeira oficial UE-Marrocos e estabeleceu os marcos em que a União se deve mover nas relações com Rabat para se manter sintonizada com os seus próprios princípios. As questões da democracia e dos direitos humanos em Marrocos e o respeito pela vontade dos saarauis livremente manifestada são incontornáveis pela União.

As sessões da contra-cimeira organizada em Granada no fim de semana em paralelo com a cimeira UE-Marrocos mobilizaram milhares de activistas e simpatizantes dios direitos do Saara Ocidental e esgotaram por completo a capacidade dos recintos em que se realizaram. Mais de cinco mil pessoas juntaram-se na manifestação que assinalou o fim dos trabalhos e que foi um generoso acto de solidariedade que nem a chuva intensa perturbou. A presença de Aminetu Haidar, símbolo do episódio mais recente de uma luta de décadas, motivou gestos significativos e confiantes de que a luta saraui não passa despercebida na cena internacional apesar de o processo institucional continuar congelado por falta de interesse político das principais potências das Nações Unidas. A alusão à questão dos direitos humanos em Marrocos feita na cimeira oficial pelo presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, significa que as institituições europeias não podem abstrair-se do problema apesar dos interesses económicos que, de um lado e de outro, pressionam as relações UE-Marrocos.

A mensagem das várias iniciativas integradas na contra-cimeira de Granada foi clara: a União só deverá avançar para um estatuto "especial" de associação com Marrocos depois de as autoridades de Rabat estabelecerem uma verdadeira democracia no país e contribuírem para a solução da questão do Saara Ocidental. Um povo não será livre enquanto oprimir outros povos e as instituições que definem a democracia como um dos seus princípios básicos de conduta não podem permitir que outros interesses se sobreponham e permitem cumplicidades com violações dos direitos humanos, do princípio da autodeterminação e do funcionamento democrático, declarou o eurodeputado Miguel Portas numa das suas intervenções nos actos de Granada. O tema das relações UE-Marrocos e das incontornáveis ligações com a questão do Saara Ocidental poderá a vir a ter em breve  novos desenvolvimentos no âmbito do Parlamento Europeu.

Algumas intervenções nas reuniões de Granada sublinharam o facto de a União Europeia não poder repetir em relação a Marrocos a atitude que mantém para com Israel, país com o qual estabeleceu um avançado estatuto de associação que ignora as atitudes do Estado judaico violadoras dos direitos humanos e do direito internacional. Na mesma semana da cimeira com Marrocos a União foi condenada no âmbito do Tribunal Russal para a Palestina, um "tribunal de consciência" que denunciou o facto de a UE ignorar na prática situações graves como a colonização dos territórios palestinianos, o bloqueio de Gaza e o muro da Cisjordânia que viola direitos como os de livre circulação e de propriedade.

Em Granada convergiram activistas e simpatizantes da causa saaraui oriundos de numerosos países da Europa, incluindo algumas dezenas de poruguesas que se deslocaram expressamente.

 

Reportagem da TVI 24 no interior do Saara Ocidental

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/saarauis-sahara-marrocos-teresa-rodrigues-julio-barulho-tvi24/1145777-4073.html