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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Queima do Corão incendeia ânimos no Afeganistão PDF Versão para impressão
Terça, 21 Fevereiro 2012 20:05

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Milhares de cidadãos afegãos concentraram-se nas imediações da base norte-americana de Bagram, também usada como prisão, depois de exemplares do Corão terem sido queimados por soldados estrangeiros.

Perante a fúria dos manifestantes, altos responsáveis da NATO, incluindo o general John Allen, comandante das tropas ocupantes estrangeiras, desmultiplicaram-se em reacções, declarações e entrevistas à televisão da NATO afirmando que se tratou de um acto cometido “inadvertidamente”.

“Estes materiais foram entregues inadvertidamente às tropas com a ordem de serem queimados. Não foi uma decisão tomada por se tratar de documentos religiosos”, disse o general.

Responsáveis das forças ocupantes citados pelas agências internacionais afirmam que os livros foram considerados lixo por engano e já estavam a arder quando trabalhadores afegãos da base se preparavam para fazer a limpeza da zona.

Quando se aperceberam dos livros a arder, os trabalhadores usaram os próprios casacos e água mineral para tentar apagar o fogo e a seguir correram para o exterior da base em fúria transportando os restos e divulgando o que se passara.

Pouco tempo depois milhares de manifestantes reuniram-se nas imediações da base gritando “morte aos estrangeiros”. “Era melhor que se fossem embora em vez de desrespeitarem a nossa religião”, declarou Mohammad Hakim, um manifestante citado pela agência norte-americana Associated Press. Guardas da base receberam os manifestantes disparando balas de borracha.

O incidente ocorreu poucos dias depois de a NATO ter reconhecido que a responsabilidade por mais um caso de crianças mortas “por engano” durante operações militares, agravando os sentimentos contra a presença estrangeira.

A base de Bagram é usada igualmente por prisão tanto pela NATO como pelo exército afegão. Organizações não governamentais têm vindo a revelar numerosos casos de tortura cometidos nas instalações, com maior incidência na área controlada pelas tropas estrangeiras.