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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Dados pessoais não são mercadoria PDF Versão para impressão
Sexta, 17 Fevereiro 2012 20:28

Marisa Matias fez-se eco no Parlamento Europeu da preocupação dos cidadãos perante a forma como as instituições europeias gerem a questão sensível da protecção de dados e a vocação que têm para os ceder a países terceiros.

Marisa Matias manifestou no Parlamento Europeu perante a comissária da Justiça a preocupação dos cidadãos perante a forma como as instituições europeias gerem a questão sensível da protecção de dados e a vocação que têm para os ceder a países terceiros quebrando um elo de confiança estabelecido ao tornarem-se guardiãs dessas informações, o que configura um abuso de confiança.

“Falamos aqui do que pode ser o choque entre os direitos, as garantias, a salvaguarda dos cidadãos europeus, que estão protegidos por legislação europeia e se vêem ultrapassados quando a legislação de outros países se sobrepõe a essa legislação”, disse a eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda.

Quando os cidadãos europeus cedem os seus dados pessoais às instituições da União Europeia fazem-no numa base de confiança, sublinhou Marisa Matias, estabelecendo um contrato através do qual está entendido que essas informações serão protegidas e não cedidas a outros países. Se isso acontece, acrescentou, é uma quebra de confiança e se as instituições europeias aceitam ser guardiãs dessas informações não é para as cederem quando por exemplo os Estados Unidos as requerem, como muitas vezes acontece.

Por isso, disse Marisa Matias perante o plenário do Parlamento Europeu, “estarei sempre do lado dos cidadãos e das cidadãs que se manifestam porque querem a protecção e a salvaguarda dos seus dados pessoais”.