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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Merkel perde o presidente que fez eleger PDF Versão para impressão
Sexta, 17 Fevereiro 2012 16:15

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Christian Wulf, presidente alemão que a chanceler Merkel conseguiu impor em 2010 após numerosas votações na Assembleia Federal, demitiu-se sexta-feira na sequência de presumíveis casos de corrupção e tráfico de influências.

A demissão de Christian Wulff, democrata cristão como a senhora Merkel e governador da Baixa Saxónia entre 2003 e 2010, foi apresentada depois de a Procuradoria geral de Hanover ter pedido a suspensão da sua imunidade devido a um alegado caso de tráfico de influências que envolve o industrial cinematográfico David Groenewold.

Wulff demitiu-se ao fim de manhã declarando que “os últimos desenvolvimentos dos acontecimentos deterioraram a confiança dos cidadãos”.

A chanceler, que regressou expressamente de Itália devido à crise aberta, declarou “o respeito e lamento” pela decisão do chefe de Estado, que qualificou como “um passo atrás pondo em primeiro lugar os interesses do povo alemão”.

A chanceler vai iniciar imediatamente consultas para encontrar um novo presidente, o terceiro de uma única sessão legislativa, facto invulgar na política alemã apesar de o presidente não ter papel executivo. Wulff foi imposto após numerosas votações na Assembleia Federal pois até alguns dos representantes da coligação governamental preferiam um candidato da oposição social-democrata. Tudo leva a crer, tendo em conta a alteração da relação de forças entretanto verificada no colégio eleitoral alemão devido à perda de vários Estados pela CDU de Merkel, que o próximo presidente alemão saia das fileiras da oposição.

O caso que atinge directamente Vhristian Wulff relaciona-se com “indícios concretos e suficientes” que, segundo a Procuradoria de Hanover, existem para um delito de tráfico de influências nas relações com o empresário cinematográfico Groenwold. Tudo indica que a empresa deste tenha recebido um aval público do governo da Baixa Saxónia, então dirigido por Wulff, enquanto este passava férias a expensas do citado empresário.

Os escândalos em torno do presidente acumulam-se desde Dezembro, designadamente o facto de ter recebido um crédito vantajoso de outro empresário que evitou revelar quando o Parlamento lhe pediu explicações sobre as relações existentes.

A maioria dos alegados casos que atingem Christian Wulff foram levantados pelo diário de grande tiragem Bild. O presidente terá cometido o erro fatal quando dirigiu uma mensagem ameaçadora ao jornal no caso de continuar a publicar informação com ele relacionada.