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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Bossi quer formar um novo país na Europa PDF Versão para impressão
Quinta, 26 Janeiro 2012 20:40

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Umberto Bossi, chefe da Liga Norte de Itália, até há pouco membro da coligação governamental, reafirmou a intenção secessionista da região mas também o desejo de formar um novo país juntando territórios vizinhos.

O grupo regionalista e de extrema direita, ex-aliado de Sílvio Berlusconi, desvendou a sua nova estratégia no Congresso realizado em Vicenza, que foi designado como “Parlamento do Norte”. Além da separação das regiões Norte de Itália aglutinadas pela Liga na designação de Padania, o novo país ambicionado por Bossi incluiria a Suíça, a Áustria, a Baviera (Alemanha) e a Sabóia (actualmente partilhada entre França e Itália).

Na mesma ocasião, o dirigente da Liga Roberto Calderoli, ex-ministro de Berlusconi, informou que os novos membros do grupo e os actuais, quando renovarem a sua filiação, terão que prestar juramento solene de que lutarão pela separação da Padania.

A estratégia de Bossi insere-se numa contestação do grupo à União Europeia e em especial ao Euro, que considera responsável pela crise económica em que a Itália está mergulhada. Esse eurocepticismo levou Bossi a desligar-se de Berlusconi quando o Pólo da Liberdade deste decidiu integrar a coligação que sustenta no Parlamento o governo tecnocrata de Mario Monti.

A estratégia da Liga Norte insere-se no esforço para crescer durante a situação actual procurando captar os descontentes, cada vez em maior número, com os sacrifícios e as medidas de austeridade impostas por Mario Monti.

Um dos pontos fortes do discurso actual de Umberto Bossi assenta na constatação de que a Itália se deixou reduzir a um papel de “colónia” à mercê dos interesses que governam a Europa, representados pela política da Alemanha.