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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Piratas informáticos atacaram Parlamento Europeu PDF Versão para impressão
Quinta, 26 Janeiro 2012 15:52

hackersanonimos01

O site Europarl e o funcionamento da internet no Parlamento Europeu sofreram perturbações na quinta-feira, dia em que a União Europeia assinou o ACTA, tratado contra o comércio online de produtos contrafeitos.

De acordo com informação oficial divulgada pelos serviços do Parlamento Europeu, os ataques externos foram coordenados pelo grupo “Anonymous Hackers” como protesto contra a assinatura do tratado e também pelo encerramento do site Megaupload imposto nos Estados Unidos pelo FBI.

Os serviços do Parlamento informaram igualmente que estão a realizar esforços para reduzir o impacto dos ataques.

O ACTA (Anti-Counterifeiting Trade Agreement) nasceu por iniciativa do Japão e dos Estados Unidos; à elaboração juntaram-se várias outras nações, incluindo as da União Europeia e a Suíça. A UE assinou quinta-feira o tratado, que data de 1 de Outubro de 2011, e envolve já o Japão, os Estados Unidos, o Canadá, Austrália e Nova Zelândia, Marrocos, Singapura e Coreia do Sul. O objectivo alegado pelos signatários é a protecção da propriedade intelectual de trabalhos e produtos cujas versões contrafeitas são comercializadas online.

As organizações que contestam o tratado afirmam que este foi elaborado sem consultar a sociedade civil e os países em desenvolvimento, além de pôr em causa os direitos cívicos e digitais dos cidadãos, atingir a liberdade de expressão e ter mecanismos de invasão da privacidade. Os países promotores do tratado escolheram como consultores do documento as grandes multinacionais norte-americanas, as grandes empresas farmacêuticas dos Estados Unidos e a International Intelectual Property Alliance, que inclui os impérios cinematográficos e discográficos.

O Megaupload, site de carga e descarga de produtos online foi encerrado há uma semana pelo FBI.

Estes processos decorrem em paralelo com os projectos SOPA e PIPA apresentados no Congresso dos Estados Unidos e que são igualmente acusados de ser mecanismos que, a pretexto da defesa da propriedade intelectual, têm um potencial elevado de institucionalização da censura na internet.