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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Nova etapa na Irlanda do Norte PDF Versão para impressão
Sexta, 05 Fevereiro 2010 17:58
Parlamento_de_Belfast Os principais partidos protestante e católico da Irlanda do Norte chegaram a um acordo que permite ao governo do território assumir o controlo da justiça e da administração interna.

O entendimento estabelecido após dez dias de intensas negociações teve como principais protagonistas o primeiro ministro e principal dirigente unionista, Peter Robinson, e o vice-primeiro ministro e principal dirigente do Sinn Fein no governo, Martin McGuiness. Os primeiros ministros britânico e da República da Irlanda, Gordon Brown e Brian Cowen, testemunharam o acordo e consideraram-no em condições de permitir um futuro mais tranquilo à Irlanda do Norte.

A transferência de Londres para Belfast dos sensíveis poderes judiciário e policial era o principal passo que faltava para concretizar o chamado acordo de sexta-feira santa de 1999. A transição está marcada para 12 de Abril, devendo o Parlamento da Irlanda do Norte pronunciar-se sobre o assunto já a 9 de Março.

Peter Robinson e Martin McGuiness manifestaram-se convictos de que o acordo tem condições para funcionar plenamente, salientando a sua importância por assentar em centenas de anos de conflito, violência, desconfiança e intolerância. Gerry Adams, principal dirigente do Sinn Fein, qualificou-o como "uma maravilhosa oportunidade e a base de um novo espírito para que todos possamos seguir em frente". As principais vozes contrárias ao acordo são ouvidas nos sectores unionistas mais conservadores, onde Peter Robinson é considerado "um boneco de neve". As facções mais extremistas contestam o facto de não terem tido conhecimento do andamento das negociações. A discussão parlamentar poderá fazer eco destas posições, tanto mais que alguns dirigentes do partido de Robinson, o Democrático Unionista, também manifestaram reservas.

Além de proporcionar a transferência dos poderes judiciário e policial, o acordo estabelece os mecanismos de relacionamento entre o ministro a designar e o resto do executivo, tendo em conta a sensibilidade das suas tarefas numa sociedade traumatizada pelo conflito. O provável titular do cargo será David Ford, figura prestigiada do Partido da Aliança, a mais importante organização transversal à sociedade da Irlanda do Norte, sem distinção de crenças.

O acordo cria ainda um grupo de trabalho para enquadrar o processo de definição dos trajectos das tradicionais marchas orangistas, que costumam ser problemáticos momentos de provocação entre a comunidade protestante e a minoria católica. Prevê ainda mecanismos para ultrapassar a "disfuncionalidade" do governo e dar andamento a leis que têm sido entravadas por este problema.