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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Petróleo reacende Malvinas PDF Versão para impressão
Sexta, 05 Fevereiro 2010 15:09
Malvinas
A exploração de petróleo pelo Reino Unido nas Malvinas, considerada "ilegal" pela Argentina, reactivou o problema da soberania sobre o arquipélago.

A tensão reacendeu-se depois da divulgação de notícias segundo as quais a empresa britânica "Desire Petroleum" começa ainda em Fevereiro a fazer perfurações para pesquisa de petróleo numa região a Norte do arquipélago, um território cuja soberania continua a ser disputada entre Londres e Buenos Aires. Uma fonte do Ministério Argentino dos Negócios Estrangeiros citada por agências internacionais reagiu à notícia declarando que "a Argentina adverte novamente o Reino Unido sobre a ilegalidade e consequências desse novo acto unilateral, assim como todos os agentes privados envolvidos, que serão passíveis de futuras acções judiciais".

Ao mesmo tempo, a Argentina recusa a possibilidade de este processo poder vir a desencadear um confronto militar como a guerra de 1982, que reforçou muito o poder da então primeira ministra Margaret Thatcher. A questão bélica foi focada agora pela primeira vez por um diplomata britânico citado pelo "Financial Times", segundo o qual o primeiro ministro Gordon Brown está empenhado em assegurar que o contencioso existente não se desenvolva até um confronto militar. O diplomata acrescentou que "este é um negócio legítimo nas águas das ilhas Falkland" (designação inglesa do arquipélago), pelo que deve "ser permitido que continue e vai continuar".

A resposta oficiosa argentina a esta posição é a de que "apelando ao fantasma militar o que o Reino Unido faz é deixar mais em evidência a verdadeira realidade: a disputa pela soberania existe". Agitar o "fantasma militar", acrescentou a fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Argentina, é um recurso para "encobrir a ilegalidade" da exploração petrolífera que o Reino Unido está a desenvolver.

O arquipélago das Malvinas é um território antártico administrado pela Reino Unido desde 1833 e cuja soberania a Argentina reclama desde então. A disputa conduziu a uma guerra em 1982, no tempo da ditadura militar na Argentina, da qual resultaram cerca de 900 mortos dos dois lados.

A pesquisa de petróleo na região é consequência de estudos que têm vindo a ser efectuados e segundo os quais a zona pode ser rica em hidrocarbonetos. A Argentina e o Reino Unido também nunca se entenderam sobre a exploração dos recursos naturais do arquipélago.