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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Georgieva imita Jeleva PDF Versão para impressão
Sexta, 05 Fevereiro 2010 13:17

georgieva A audição da nova candidata búlgara à Comissão Europeia, Georgieva, foi tão vaga como a da sua antecessora, Jeleva.

 

Kristalina Georgieva foi a última candidata da Comissão Barroso a comparecer perante o Parlamento Europeu para apresentar as linhas programáticas da sua acção. Em termos de conteúdo, a sua prestação foi tão vaga como a da sua antecessora. A sessão, porém, foi menos polémica do que a da primeira Jeleva, alegadamente envolvida em actividades pouco transparentes.

Perante a possibilidade de a sua candidatura ser rejeitada no Parlamento, arrastando em bloco toda a Comissão, Jeleva foi retirada. Nos termos do funcionamento da União Europeia, a substituição teria de ter em conta as exigências de que a comissária fosse igualmente búlgara e uma mulher. A nova escolha de Barroso recaiu em Kristalina Georgieva, da área conservadora como a sua antecessora.

Indicada como comissária para o Desenvolvimento, Georgieva enfrentou perguntas sobre a sua aptidão para a cooperação internacional, ajuda humanitária e resposta a crises. Aprender as lições da catástrofe no Haiti e melhorar a resposta da UE à crise estiveram entre as prioridades delineadas pelos deputados que a questionaram.

A candidata pediu um esforço de equipa em toda a UE: "Ninguém pode ter sucesso por conta própria, mas trabalhando juntos podem fazer a diferença".
Identificou duas tarefas prioritárias no Haiti: prestar socorro imediato, especialmente abrigo e serviços de saúde; e restaurar as funções e serviços do governo, de modo a que se iniciem a reconstrução e o desenvolvimento a longo prazo. "O Haiti começa a partir do zero, mas não sozinho. Se eu for confirmada, será meu dever imediato certificar-me de que nós, europeus, levaremos ao Haiti o melhor que a nossa União tem para oferecer", disse.

Outras questões importantes levantadas nas discussões com os deputados incluiram a melhoria da coordenação dentro da UE (e no seio da Comissão), e entre os agentes humanitários e militares a fim de responder ao duplo desafio colocado pela coexistência da expansão das necessidades e de orçamentos reduzidos.

A candidata búlgara enfatizou ainda a necessidade de melhorar a eficácia das acções da UE, apurar a capacidade de resposta e de "tornar os nossos concidadãos europeus orgulhosos de seu apoio à ajuda humanitária e resposta aos desastres".

Georgieva também mencionou a necessidade de garantir o respeito pelo direito humanitário internacional, reforçar a capacidade de lidar com o impacto humanitário das alterações climáticas e criar um Corpo Europeu de Voluntariado.

Os líderes de grupos do PE vão reunir-se para discutir todas as audiências. Na próxima terça-feira, dia 9, os eurodeputados votarão a Comissão no plenário de Estrasburgo; no dia seguinte deverá ser anunciada a nova estrutura presidida por Durão Barroso.