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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Água: para quem e a que preço? PDF Versão para impressão
Quarta, 23 Março 2011 11:13

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A eurodeputada Marisa Matias reflecte soibre o "dia da água" sublinhando os riscos que ameaçam este bem essencia, mesmo na Europa, se continuar "refém das regras do mercado interno"

Marisa Matias (GUE/NGL)

"Água para as cidades" foi o tema do dia da água organizado pelas Nações Unidas a 22 de março. Depois de um longo período, as Nações Unidas reconheceram a água e o saneamento como direito humano universal.

No contexto global, podemos perguntar como é que a União Europeia faz a sua gestão dos recursos hídricos?

E, além disso, quais são os desafios que se nos apresentam? Uma coisa sabemos, o direito à água enquanto "recurso partilhado pela humanidade", como já foi apresentado numa resolução do Parlamento Europeu, está em risco quando a gestão dos recursos hídricos é ainda maioritariamente refém das regras do mercado interno e da privaização da água.

As implicações ao não se ter em conta os assuntos relacionados com a água são enormes. Várias medidas foram já tomadas - como por exemplo, a directiva da água, que estabelece uma perspectiva a longo-termo para a gestão e protecção de massas de água, como rios, lagos, águas costeiras e águas de subsolo -, mas igualmente enorme é o desafio que temos de encarar: águas poluídas, acesso, distribuição, desigualdades, exclusão, contratos públicos e concessões, propriedade e gestão.

O cenário que temos perante nós é o do aumento na procura de água e a necessidade de assegurar uma política que seja ambientalmente sustentável. Para evitar desigualdades e exclusões, as instituições Europeias têm de assumir que a legislação já existente não é suficiente. O valor das águas Europeias não pode ser visto apenas como um "bem comum", mesmo que a consideremos como um recurso indispensável para a economia, mas antes de mais é um direito humano, como já referido acima. Em ciclo de mudança na regulação do clima, precisamos dar resposta sobre as consequências das alterações climátéricas e das populações, e a protecção dos recursos hídricos nada significa se tomados uma perspectiva fragmentada.

É absolutamente necessário olhar quer para dentro e quer para fora da Europa. Como já sabemos, os recursos da água irão moldar futuras alianças e relações políticas. Num futuro próximo, a água será o substituto do petróleo, e desempenhará um igual ou maior papel na diplomacia da UE. Tendo isto em conta, a escassez da água em termos mundiais só pode levar-nos a uma urgência na procura de uma da intergração e da cooperação para que possamos garantir uma gestão sustentável, eficaz e igualitária para os já conhecidos escassos recursos hídricos.