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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Guerra de nervos entre Obama e Netanyahu PDF Versão para impressão
Quarta, 24 Março 2010 16:49

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Ambiente de cortar à faca entre Obama e Netanyahu, revelou o protocolo envolvendo as duas reuniões entre os dirigentes. Nem recepção calorosa, nem aperto de mãos público, nem comentários dos serviços de Obamaa. Israel assegura que as reuniões decorreram "em boa atmosfera", mas é uma frase de circunstância sabendo-se que, coincidindo com a visita do primeiro ministro à Casa Branca, autoridades israelitas anunciaram mais novas construções em Jerusalém Leste.

Responsáveis do gabinete do primeiro ministro israelita insistem na tese de que se trata de coincidências e Netanyahu não tem previamente conhecimento do momento em que as autoridades municipais de Jerusalém anunciam novas construções no sector ocupado da cidade Tratando-se de um assunto de grande projecção mediática, uma vez que impede negociações sobre um dos mais perigosos conflitos mundiais, Israel insiste em tratá-lo como  uma questão rotineira ao mesmo tempo que tenta isentar o chefe de governo das desconsiderações feitas aos principais dirigentes norte-americanos: primeiro ao vice-presidente Josef Biden e agora ao próprio presidente.

Netanyahu deslocou-se quarta-feira à Casa Branca enquanto o município de Jerusalém anunciava a edificação de mais 20 apartamentos na zona Leste da cidade, ilegalmente ocupada. Ao contrário do protocolo comum, não foi proporcionada aos jornalistas a recepção calorosa que o presidente norte-americano faz questão de mostrar quando se trata de um chefe de governo israelita. Não houve cumprimentos públicos nem pose para o habitual aperto de mão. Depois das duas reuniões entre os dois estadistas, a Casa Branca não fez qualquer comentário, cabendo aos serviços do primeiro ministro israelita dizer que os encontros decorreram em "boa atmosfera".

Segundo relatos informais obtidos pelos jornalistas, Obama e Netanyahu encontraram-se durante 90 minutos, seguindo o presidente norte-americano para a sua residência. O primeiro ministro israelita solicitou depois mais uma reunião, que se prolongou por 30 minutos adicionais.

Os correspondentes na Casa Branca consideram que a frieza do acolhimento a Netanyahu está essencialmente relacionado com o facto de o primeiro ministro israelita se ter deslocado a Washington num período em que os Estados Unidos pretendem lançar uma iniciativa diplomática para o Médio Oriente sem levar qualquer concessão aos pedidos norte-americanos. A colonização dos territórios palestinianos ocupados é o tema em que Obama pretende respostas concretas de Netanyahu mas este não apenas insiste em contrariar os pedidos como ainda dá sinais ostensivos de reforço da construção.

O chefe dos negociadores palestinianos, Saeb Arekat, declarou em Remallah que no cenário actual não há qualquer possibilidade de a parte palestiniana aceitar participar nas negociações indirectas, face à intransigência de Israel. Em várias afirmações feitas em Washington, designadamente perante os líderes do Congresso, o chefe do governo israelita disse que os pedidos palestinianos sobre a colonização, replicados dos que foram apresentados pelos Estados Unidos, "são ilógicos e não são razoáveis". A posição palestiniana, acrescentou Netanyahu, pode atrasar o início das negociações por mais de um ano.

Um porta-voz do presidente palestiniano Mahmud Abbas, Nabil Abu Rdainah, respondeu que o reinício das negociações depende apenas de Israel.