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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Esquerda francesa lança-se para 2012 PDF Versão para impressão
Segunda, 22 Março 2010 12:52

Cumpriu-se o pior pesadelo de Sarkozy

 

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A União de Esquerda bateu a direita de Sarkozy por mais de 18 pontos percentuais e assegurou 21 das 22 regiões metropolitanas de França na segunda volta das eleições regionais. Na hora da vitória, todas as forças da aliança vencedora - socialistas, ecologistas e a Frente de Esquerda - apostaram no lançamento de uma estratégia vencedora das eleições presidenciais de 2012 para que não se repita o cenário de 2004-2007: vitória nas regionais e derrota na corrida presidencial.

A vantagem não deixou qualquer margem para dúvidas: cerca de 54 por cento para a União de Esquerda e 36 por cento para o Movimento para a União Popular (UMP) de Nicolas Sarkozy, o grande derrotado da noite. A esquerda conquistou 21 das 22 regiões continentais, a direita apenas manteve a Alsácia e ganhou a Guiana e a Reunião, neste caso em detrimento do veterano comunista Paul Vergès, que com 85 anos é uma referência histórica da ilha. A Frente Nacional, que fez campanha desafiando Sarkozy acusando-o de se unir aos socialistas, ultrapassou os oito por cento e encontrou uma sucessora de Le Pen. A filha, Marine Le Pen, é a herdeira legítima com os seus 22 por cento na região de Nord-Pas de Calais.

A noite foi de euforia nos bastiões da esquerda. As palavras "união" e "unidade" foram repetidas por dirigentes e militantes de todas as forças, que salientaram "a clareza e a transparência" dos processos de apresentação nas duas voltas e também o funcionamento pleno da "disciplina republicana", a votação do candidato melhor colocado na primeira volta.

"Os franceses querem-nos unidos; estas eleições colocaram a bela palavra união no coração da esquerda", declarou a presidente socialista, Martine Aubry, na hora da vitória. Para Cécile Duflot, secretária nacional dos Verdes salientou a forma como funcionou a União de Esquerda desde a "dispersão unida" na primeira volta à unidade na segunda "sem negar diversidade". "É uma página nova para a esquerda", comentou a deputada verde Noel Manère. "Falta que a partir de agora a aliança se transforme numa verdadeira coligação sob o signo do respeito". Marie-George Buffet, presidente do PCF, sublinhou que este momento é propício para "construir a alternativa para 2012 nas lutas e em torno de um projecto". Jean-Luc Melenchon, presidente do Partido de Esquerda, sublinhou que "nem tudo se resolveu porque a direita foi derrotada; é preciso ter uma ambição que não se resume a três convenções socialistas e às primárias".

No interior do PS,. segundo a imprensa francesa, têm sido debatidas bases de uma estratégia comum a nível da esquerda e que poderia passar pela proposta de uma candidatura única, repartição de circunscrições eleitorais nas legislalativas e estabelecimento de um contrato de governo.