| Sarkozy em equilíbrio instável |
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| Segunda, 15 Março 2010 11:16 | |||
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A União para o Movimento Popular (UMP) de Nicolas Sarkozy sofreu pesada derrota na primeira volta das eleições regionais em França e pode vir a desaparecer por completo do mapa de gestão das regiões metropolitanas. O PS de Martine Aubry foi a força mais votada mas os 53 por cento de abstenção registados deixam muitas interrogações sobre os resultados finais da segunda volta, em 21 de Março. O partido de Sarkozy obteve apenas um em quatro dos votos expressos, dado considerado significativo quanto à avaliação que os franceses fazem da sua gestão presidencial e da actuação do governo do primeiro ministro François Fillon. O Partido Socialista venceu a primeira volta com aproximadamente três pontos percentuais de avanço sobre a UMP e os Verdes desceram em relação às eleições europeias mas mantiveram-se como terceira força, com 13 por cento. A Frente Popular de Jean Marie Le Pen ressurgiu com surpreendentes 12 por cento, mais uma falha das capacidades de avaliação de Sarkozy, que tinha vaticinado o fim do partido tradicional da extrema-direita, convicto de que o tinha absorvido. O PS venceu na maioria das regiões e a UMP foi a mais votada em 10. Tal como estão definidas as tendências eleitorais ao fim da primeira volta admite-se que o PS, em alianças com os Verdes e forças de esquerda, consiga agora ficar com a gestão de todas as regiões metropolitanas francesas. Casos de maior indecisão, como os da Île de France (inclui Paris) e Alsácia, onde o partido de Sarkozy marcou agora vantagem, podem ainda pender para o lado dos socialistas se a "disciplina republicana" das alianças à esquerda funcionar. Os 12 por cento da extrema direita de Le Pen são considerados como um dos factores que influiram muito negativamente nos resultados da UMP. Isso mesmo lembrou Le Pen quando sublinhou o seu poder negocial depois de ter sido desqualificado pelo presidente quando este decretou "o fim" da FN partindo do princípio de que conquistara o seu eleitorado natural. "A FN voltou em força à política nacional", respondeu Le Pen. Na região de Provence-Alpes-Côtes d'Azur os 21 por cento alcançados pela extrema-direita serão determinantes na segunda volta. O comentário do primeiro ministro François Fillon aos resultados eleitorais foi vago e caracterizado por palavras que evitaram quaisquer juízos de valor.Considerou a abstenção como um factor que impede a realização de quaisquer análises definitivas e a seguir limitou-se a dizer: "O resultado final continua em aberto; os eleitores não são propriedade de nenhum partido e no próximo domingo cada francês poderá escolher uma equipa e um projecto para a sua região". Martine Aubry, a presidente socialista, foi mais incisiva nos comentários. "A maioria dos franceses votaram à esquerda e colocaram o PS na frente destas eleições", disse. "Exprimiram deste modo o descontentamento perante uma França dividida, angustiada, enfraquecida, mas também a vontade de ver um país mais justo e mais forte".
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