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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Reflexões

Relatório da Liga Árabe sobre a Síria

O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.

Que fazer com a crise da imprensa? PDF Versão para impressão
Terça, 02 Fevereiro 2010 23:09
foto de TalkingTree - http://www.flickr.com/photos/stevenerat/75959595/
Nos últimos anos centenas de jornais fecharam na Europa e perderam-se milhares de empregos no sector. Crise na imprensa traduz crise democrática…
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) promoveu no Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma reflexão sobre a situação do jornalismo no espaço europeu também à luz da crise económica e social. “Que preço a pagar pelo jornalismo e pela democracia?” foi o título escolhido para a conferência.
O ideal jornalístico foi, desde sempre, associado à procura da verdade, ao comprometimento com a democracia e com a liberdade de expressão.
Sabemos que uma grave crise económica e social, como aquela que vivemos hoje, atinge todos os sectores da nossa vida, mas tendemos a esquecer-nos de como essa crise pode ser também transversal aos meios de comunicação e à própria cobertura jornalística.
As estratégias de mercado influenciam directamente o futuro dos media, mas até que ponto os Estados podem intervir neste processo e em que medida a União Europeia pode e deve legislar?
Foi para tentar responder a algumas destas questões que a Federação Internacional de Jornalistas organizou a conferência “Que preço a pagar pelo jornalismo e pela democracia?”, com profissionais do sector e com representantes das Instituições Europeias.
Os constrangimentos económicos conduziram a um grande desenvolvimento dos media online, “que se traduz numa fragmentação da informação e numa investigação mais redutora dos temas e das fontes”, defendeu J. P. Marthoz, jornalista no Enjeux Internationaux.
Mas a necessidade de produzir “rápido e barato” tem consequências graves para os jornalistas e para o próprio modelo de funcionamento, segundo Jeremy Dear, secretário-geral do Sindicato de Jornalistas do Reino Unido. “Nos últimos anos, 101 jornais fecharam, milhares de empregos foram perdidos, vários (jornais)diários passaram a semanários, e outros que eram pagos, passaram a gratuitos”. Só no Reino Unido
Para evitar um desastre ainda maior a nível da qualidade dos conteúdos informativos e a nível do desemprego no sector, Aidan White, secretário geral da Federação Europeia de Jornalistas, explicou a necessidade de acções políticas e de apoios nacionais e europeus. “Precisamos de conseguir criar novos modelos corporativos, comerciais, modernos, informativos, mas que prestem um serviço público para salvaguardar a produção e o interesse público”.
“A Comissão e o Parlamento devem falar dos constrangimentos económicos e de como podemos fazer face, por exemplo, ao gigante Google, com os seus cinco milhões de publicidade”, acrescentou C. Elliot do jornal Guardian.
Aidan White terminou a conferência perguntando aos representantes das Instituições Europeias o que já está a ser feito neste campo para evitar o rompimento com um jornalismo independente e de qualidade na Europa.
Mas a resposta de Adam Watson-Brown, da Comissão Europeia, ficou-se por um rápido comentário: “resumirei as preocupações relativas à produção de notícias e ao seu financiamento aos meus superiores”.