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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Reflexões

Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Negociações em Washington "servem Israel e EUA" PDF Versão para impressão
Quarta, 01 Setembro 2010 16:33

valedojordao01

Al-Farisiya, Agosto de 2010

Na véspera do reinício das negociações directas entre israelitas e palestinianos os eurodeputados da Esquerda Unitária discutiram o assunto em Bruxelas. "As actuais negociações", defendeu Miguel Portas, "são apenas do interesse de Israel e dos EUA".

Luisa Morgantini, antiga vice-presidente do Parlamento Europeu (PE) e ex-deputada da Esquerda unitária GUE/NGL, esteve reunida com os eurodeputados do grupo a que presidiu para falar sobre os últimos acontecimentos em Israel e na Palestina e destacou os esforços feitos por movimentos palestinianos de resistência pacífica como sendo a “única forma  de avançar sem despertar confrontos com os israelitas”.
"Num conflito cuja responsabilidade continua a pairar sobre a comunidade internacional, que assiste apática ao incumprimento total das resoluções e dos acordos por parte das autoridades israelitas”, a antiga eurodeputada alertou para o avanço da extrema direita em Israel e a consequente diminuição da liberdade de expressão dos jovens que estão do lado dos palestinianos e defendem uma resolução não armada do conflito. A ex-vice-presidente do PE contou que mais de 150 professores universitários israelitas assinaram, esta semana, um manifesto no qual apoiam os artistas que se recusam a fazer apresentações nas colonatos da Cisjordânia, particularmente em Ariel, onde foi recentemente foi inaugurado um centro cultural, dando assim mais um sinal de que existe resistência dentro do país.
Na véspera do reinício das negociações de paz entre israelitas e palestinianos em Washington, Luisa Morgantini lamentou o ataque militar que vitimou quatro israelitas perto de Kiryat Arba, um colonato a sul de Hebron, e condenou as declarações de Netanyahu sobre a construção de novos colonatos na Cisjordânia, vistas pelo Hamas como um boicote prévio para a retoma das conversações, paradas há 20 meses. "As actuais negociações são apenas do interesse de Israel e dos EUA e as declarações do líder israelita mostram bem o seu entendimento sobre o processo de paz”, defendeu o  eurodeputado Miguel Portas lembrando as condições desumanas em que os palestinianos vivem, sem qualquer poder sobre o uso de água ou electricidade na região.
Luisa Morgantini valorizou os esforços do primeiro ministro da Autoridade Palestiniana, Salam Fayyad, na construção de infra-estruturas apesar da ocupação e relembrou a necessidade de os acordos de Oslo serem efectivamente reconhecidos e aplicados. Reafirmou que “chegou a altura de os palestinianos se dotarem de um Estado próprio e viverem em liberdade - mais de 65 por cento da população nunca conheceu a liberdade e vive em casas destruídas". Por isso, acrescentou, "devemos suspender o acordo de associação entre a União Europeia e Israel e cobrar aos israelitas o preço da ocupação”.
A antiga eurodeputada liderou, há duas semanas, a delegação italiana ao Vale do Jordão e que na cidade de Al-Farisya entrou no terreno após a demolição de mais de uma centena habitações e estruturas palestinianas pelo exército israelita.