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"Indirectas" congelam antes de começar PDF Versão para impressão
Quinta, 11 Março 2010 21:05

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A visita de Josef Biden ao Médio Oriente fracassou. A Autoridade Palestiniana cancelou a adesão às "negociações indirectas" enquanto Israel não suspender a construção de novas casas no sector ocupado de Jerusalém.

O vice-presidente dos Estados Unidos multiplicou apelos aos dirigentes israelitas para que cancelem a colonização nos territórios palestinianos ocupados mas quando deixou Israel na quinta-feira o processo de negociações indirectas, a nova cartada da diplomacia norte-americana para a região, ficou congelado antes de se iniciar. "As conversas só terão lugar se Israel recuar da decisão" de construir 1600 novas casas em Jerusalém Leste, anunciou Saeb Erakat, chefe dos negociadores palestinianos e dirigente afecto ao presidente Mahmud Abbas. Na sequência de uma decisão favorável da Liga Árabe, a Autoridade Palestiniana sediada em Ramallah começou por aceitar a realização de negociações indirectas com Israel através da mediação dos Estados Unidos. A decisão foi confirmada quarta-feira em reuniões do presidente palestiniano Mahmud Abbas e do primeiro ministro, Salam Fayyad, com Joseph Biden, mas o anúncio do amplo reforço do colonato ultra-fundamentalista de Ramat Shlomo, feito em plena visita do vice-presidente dos Estados Unidos a Israel, provocou o posterior recuo da parte palestiniana.

Saeb Erakat sublinhou que antes de falar de paz é preciso ouvir do enviado especial dos Estados Unidos para as negociações do Médio Oriente, George Mitchell, que o projecto de construção de novas casas em Jerusalém Leste foi cancelado. O jornal israelita Haaretz revelou quinta-feira que as autoridades municipais de Jerusalém tencionam construir não apenas 1600 casas mas sim 50 mil no sector ocupado da cidade, no âmbito de projectos a desenvolver nos próximos dois anos - facto que põe em causa a "boa fé" da parte israelita nas negociações.

Josef Biden deixou Jerusalém para Amã, na Jordânia, sem fazer quaisquer comentários em relação ao congelamento do processo de negociações indirectas. Antes de partir avistou-se com o ministro da Defesa, Ehud Barak, outro defensor da colonização dos territórios palestinianos, e proferiu uma comunicação aos alunos da Universidade de Telavive. Neste discurso, advertiu que o governo de Israel deve empenhar-se em negociações com os palestinianos porque "as realidades demográficas põem em risco um lar nacional judeu democrático" numa situação em que não exista um Estado palestiniano. "Não temos outra escolha que não seja propararmo-nos para o futuro", disse. 

 

Mais informação em:

http://www.beinternacional.eu/index.php/destaques/356-israel