Agenda

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Segunda-feira

15:00 – 18:30 - Comissão do Desenvolvimento – PE, Bruxelas – 4Q2 – Sistemas de saúde na África Subsariana

 

Terca-feira

10:00 – Reunião do Grupo da Esquerda Unitária GUE/NGL sobre os servicos postais – PE, Bruxelas - P1C051

14:00 - 15:30 - Comissão do Desenvolvimento – PE, Bruxelas - A5G-2 – A situacão humanitária no Paquistão – Discussão com a Commissária GEORGIEVA

 

Quinta-feira

 09:00 - 12:30 - Comissão de Indústria – PE, Bruxelas - PHS 01A002 - Alteracão da Regulacão N. 663/2009 que estabelece um programa de recuperacão económica através de fundos para assistir projectos no campo energético

10:00 – 12:30 - Comissão das Liberdadades Cívicas (reunião conjunta com Comissão dos direitos das Mulheres)– PE, Bruxelas 2Q2 -  – Tráfico de Seres Humanos

15:00 – 18:30 – Comissão de Assuntos jurídicos – PE, Bruxelas A5G3 - discussão sobre o novo servico de accão externa europeu

Conferência sobre pobreza infantil no âmbito do Ano europeu contra a pobreza - Marche-en-Famenne, Bélgica http://europa.eu/eucalendar/eventpopup.shtml?eventId=1284130

 

sexta-feira

Conferência sobre pobreza infantil no âmbito do Ano europeu contra a pobreza - Marche-en-Famenne, Bélgica http://europa.eu/eucalendar/eventpopup.shtml?eventId=1284130

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ciganos e canalhas

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UE não pode ignorar o Saara PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 09 Março 2010 17:20

saara02

A contra-cimeira de Granada deixou claro às instituições europeias que qualquer progresso do tipo de associação entre a UE e Marrocos não pode ignorar a ocupação do Saara Ocidental.

A pujança das iniciativas solidárias com os saarauis na cidade andaluza acabou por marcar a agenda da cimeira oficial UE-Marrocos e estabeleceu os marcos em que a União se deve mover nas relações com Rabat para se manter sintonizada com os seus próprios princípios. As questões da democracia e dos direitos humanos em Marrocos e o respeito pela vontade dos saarauis livremente manifestada são incontornáveis pela União.

As sessões da contra-cimeira organizada em Granada no fim de semana em paralelo com a cimeira UE-Marrocos mobilizaram milhares de activistas e simpatizantes dios direitos do Saara Ocidental e esgotaram por completo a capacidade dos recintos em que se realizaram. Mais de cinco mil pessoas juntaram-se na manifestação que assinalou o fim dos trabalhos e que foi um generoso acto de solidariedade que nem a chuva intensa perturbou. A presença de Aminetu Haidar, símbolo do episódio mais recente de uma luta de décadas, motivou gestos significativos e confiantes de que a luta saraui não passa despercebida na cena internacional apesar de o processo institucional continuar congelado por falta de interesse político das principais potências das Nações Unidas. A alusão à questão dos direitos humanos em Marrocos feita na cimeira oficial pelo presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, significa que as institituições europeias não podem abstrair-se do problema apesar dos interesses económicos que, de um lado e de outro, pressionam as relações UE-Marrocos.

A mensagem das várias iniciativas integradas na contra-cimeira de Granada foi clara: a União só deverá avançar para um estatuto "especial" de associação com Marrocos depois de as autoridades de Rabat estabelecerem uma verdadeira democracia no país e contribuírem para a solução da questão do Saara Ocidental. Um povo não será livre enquanto oprimir outros povos e as instituições que definem a democracia como um dos seus princípios básicos de conduta não podem permitir que outros interesses se sobreponham e permitem cumplicidades com violações dos direitos humanos, do princípio da autodeterminação e do funcionamento democrático, declarou o eurodeputado Miguel Portas numa das suas intervenções nos actos de Granada. O tema das relações UE-Marrocos e das incontornáveis ligações com a questão do Saara Ocidental poderá a vir a ter em breve  novos desenvolvimentos no âmbito do Parlamento Europeu.

Algumas intervenções nas reuniões de Granada sublinharam o facto de a União Europeia não poder repetir em relação a Marrocos a atitude que mantém para com Israel, país com o qual estabeleceu um avançado estatuto de associação que ignora as atitudes do Estado judaico violadoras dos direitos humanos e do direito internacional. Na mesma semana da cimeira com Marrocos a União foi condenada no âmbito do Tribunal Russal para a Palestina, um "tribunal de consciência" que denunciou o facto de a UE ignorar na prática situações graves como a colonização dos territórios palestinianos, o bloqueio de Gaza e o muro da Cisjordânia que viola direitos como os de livre circulação e de propriedade.

Em Granada convergiram activistas e simpatizantes da causa saaraui oriundos de numerosos países da Europa, incluindo algumas dezenas de poruguesas que se deslocaram expressamente.

 

Reportagem da TVI 24 no interior do Saara Ocidental

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/saarauis-sahara-marrocos-teresa-rodrigues-julio-barulho-tvi24/1145777-4073.html