Agenda

Agenda

Segunda-feira

Dia Internacional da Mulher - 100. Aniversário

Cimeira UE-Marrocos – Granada, Espanha

Início da Sessão Plenária, em Estrasburgo


Terça-feira

Estrasburgo: Debate sobre a estratégia “pós Cimeira de Copenhaga”

Bruxelas: 12:30 – A Crise económica e social na Europa, o caso da Grécia (morada: European Trade Union Confederation)


Quarta-feira
Estrasburgo: Voto da resolução sobre o "Relatório Goldstone" das NU

                      Debate com a Alta-Representante para as Rel. Externas, Catherine Ashton, sobre as prioridades da política externa e de segurança da UE (inclui debate sobre a situação de Cuba)

Bruxelas: Conferência sobre a Comunidade Roma (morada: Ed. Charlemangne)


Quinta-feira
Estrasburgo: Debate conjunto com a Comissão sobre os desastres naturais ocorridos no Chile e em Franca, seguido do voto sobre a tempestade na ilha da Madeira

Dia Europeu das vítimas do terrorismo 

 

 

 

The Week
Copy/Paste

Barack Obama, Fevereiro de 2010

"Para resolver os nossos crescentes problemas de energia e evitar as piores consequências das alterações climáticas precisamos de aumentar o fornecimento de energia nuclear, tão simples como isto".
Marisa Matias

A lógica da batata

Após mais de dez anos de uma política europeia assente na não autorização do cultivo de transgénicos, com excepção de um tipo específico de milho, a Comissão Europeia autorizou esta semana o cultivo de uma batata geneticamente modificada, de seu nome Amflora. A propriedade desta é da empresa BASF. A justificação para esta medida foi a de que esta batata apenas seria utilizada para efeitos industriais e de alimentação de animais.
Ler Mais...
Mil Palavras
Instantâneos
Tags
Login



Irão estica a corda PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 08 Fevereiro 2010 17:26

ahmedinadjad

Irão vai enriquecer urânio. Estados Unidos querem agravar sanções. Novos passos no pior sentido.

Mahmud Ahmedinadjad, o presidente iraniano, surpreendeu o mundo no início de Fevereiro ao anunciar a disponibilidade do país para permitir que o urânio necessário ao seu programa nucler civil fosse enriquecido no estrangeiro. Esta decisão parecia corresponder à aceitação das propostas formuladas pelas Nações Unidas sobre essa matéria. Admitiu-se que a iniciativa de Teerão pudesse ser uma cedência perante a intensificação da presão militar dos Estados Unidos com a realização de exercícios na região e o rearmamento de países vizinhos, designadamente a Arábia Saudita.

Os Estados Unidos e os seus mais próximos aliados no cerco ao Irão optaram por não reagir ao anúncio de Ahmedinadjad e os poucos comentários que foram feitos sobre o assunto caracterizaram-se pelo cepticismo. Numa posição conjunta divulgada entretanto, representantes norte-americanos e alemães afirmaram que nada tinham visto de novo na declaração iraniana.

Na sexta-feira,dia 5, logo a seguir a uma reunião entre representantes iranianos e altos responsáveis da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o presidente iraniano declarou publicamente a intenção de proceder ao enriquecimento de urânio a 20 por cento, decisão que é um desafio às posições internacionais patrocinadas pelos Estados Unidos em relação ao programa nuclear de Teerão. Ahmedinadjad explicou que a iniciativa é a resposta adequada às sanções internacionais tendo em conta o alegado aumento de necessidades de urânio em condições de fazer face aos tratamentos de doentes com cancro. De acordo com a intervenção proferida numa visita oficial, o presidente iraniano disse que o reactor nuclear de Teerão começa a ter falta de combustível e caso venha a parar será um problema para os doentes que precisam de terapia radioactiva.

Manucher Mattaki, o chefe da delegação iraniana à reunião na AIEA, anunciara, porém, que se tratara de um "bom encontro", nada fazendo então prever que os acontecimentos se precipitassem; o presidente da AIEA comentou, por seu turno, que o diálogo continua mas é necessário acelerá-lo para que sejam medidas concretas no âmbiito das propostas da ONU. Aparentemente o regime de Teerão pretende manter o programa de desenvolvimento nuclear enquanto mantém as negociações sobre as propostas de enriquecimento no estrangeiro.

As reacções dominantes a esta situação vão no sentido do agravamento das sanções a Teerão, sabendo-se, por outro lado, que a tensão militar continua a crescer. Robert Gates, secretário norte-americano da Defesa, declarou que "devemos ainda tentar um caminho pacífico para resolver o assunto" e o único que citou foi "o da pressão sobre o Irão", sendo para isso necessário "que toda a comunidade internacional trabalhe em conjunto". Um dos factos relevantes desta declaração é ter sido feita por um responsável pelo sector militar, que se encontrava acompanhado pelo homólogo francês, Hervé Morin.