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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

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Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Nova etapa na Irlanda do Norte PDF Versão para impressão
Sexta, 05 Fevereiro 2010 17:58
Parlamento_de_Belfast Os principais partidos protestante e católico da Irlanda do Norte chegaram a um acordo que permite ao governo do território assumir o controlo da justiça e da administração interna.

O entendimento estabelecido após dez dias de intensas negociações teve como principais protagonistas o primeiro ministro e principal dirigente unionista, Peter Robinson, e o vice-primeiro ministro e principal dirigente do Sinn Fein no governo, Martin McGuiness. Os primeiros ministros britânico e da República da Irlanda, Gordon Brown e Brian Cowen, testemunharam o acordo e consideraram-no em condições de permitir um futuro mais tranquilo à Irlanda do Norte.

A transferência de Londres para Belfast dos sensíveis poderes judiciário e policial era o principal passo que faltava para concretizar o chamado acordo de sexta-feira santa de 1999. A transição está marcada para 12 de Abril, devendo o Parlamento da Irlanda do Norte pronunciar-se sobre o assunto já a 9 de Março.

Peter Robinson e Martin McGuiness manifestaram-se convictos de que o acordo tem condições para funcionar plenamente, salientando a sua importância por assentar em centenas de anos de conflito, violência, desconfiança e intolerância. Gerry Adams, principal dirigente do Sinn Fein, qualificou-o como "uma maravilhosa oportunidade e a base de um novo espírito para que todos possamos seguir em frente". As principais vozes contrárias ao acordo são ouvidas nos sectores unionistas mais conservadores, onde Peter Robinson é considerado "um boneco de neve". As facções mais extremistas contestam o facto de não terem tido conhecimento do andamento das negociações. A discussão parlamentar poderá fazer eco destas posições, tanto mais que alguns dirigentes do partido de Robinson, o Democrático Unionista, também manifestaram reservas.

Além de proporcionar a transferência dos poderes judiciário e policial, o acordo estabelece os mecanismos de relacionamento entre o ministro a designar e o resto do executivo, tendo em conta a sensibilidade das suas tarefas numa sociedade traumatizada pelo conflito. O provável titular do cargo será David Ford, figura prestigiada do Partido da Aliança, a mais importante organização transversal à sociedade da Irlanda do Norte, sem distinção de crenças.

O acordo cria ainda um grupo de trabalho para enquadrar o processo de definição dos trajectos das tradicionais marchas orangistas, que costumam ser problemáticos momentos de provocação entre a comunidade protestante e a minoria católica. Prevê ainda mecanismos para ultrapassar a "disfuncionalidade" do governo e dar andamento a leis que têm sido entravadas por este problema.