Agenda

Agenda

Segunda-feira

Dia Internacional da Mulher - 100. Aniversário

Cimeira UE-Marrocos – Granada, Espanha

Início da Sessão Plenária, em Estrasburgo


Terça-feira

Estrasburgo: Debate sobre a estratégia “pós Cimeira de Copenhaga”

Bruxelas: 12:30 – A Crise económica e social na Europa, o caso da Grécia (morada: European Trade Union Confederation)


Quarta-feira
Estrasburgo: Voto da resolução sobre o "Relatório Goldstone" das NU

                      Debate com a Alta-Representante para as Rel. Externas, Catherine Ashton, sobre as prioridades da política externa e de segurança da UE (inclui debate sobre a situação de Cuba)

Bruxelas: Conferência sobre a Comunidade Roma (morada: Ed. Charlemangne)


Quinta-feira
Estrasburgo: Debate conjunto com a Comissão sobre os desastres naturais ocorridos no Chile e em Franca, seguido do voto sobre a tempestade na ilha da Madeira

Dia Europeu das vítimas do terrorismo 

 

 

 

The Week
Copy/Paste

Barack Obama, Fevereiro de 2010

"Para resolver os nossos crescentes problemas de energia e evitar as piores consequências das alterações climáticas precisamos de aumentar o fornecimento de energia nuclear, tão simples como isto".
Marisa Matias

A lógica da batata

Após mais de dez anos de uma política europeia assente na não autorização do cultivo de transgénicos, com excepção de um tipo específico de milho, a Comissão Europeia autorizou esta semana o cultivo de uma batata geneticamente modificada, de seu nome Amflora. A propriedade desta é da empresa BASF. A justificação para esta medida foi a de que esta batata apenas seria utilizada para efeitos industriais e de alimentação de animais.
Ler Mais...
Mil Palavras
Instantâneos
Tags
Login



Nova etapa na Irlanda do Norte PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 05 Fevereiro 2010 17:58
Parlamento_de_Belfast Os principais partidos protestante e católico da Irlanda do Norte chegaram a um acordo que permite ao governo do território assumir o controlo da justiça e da administração interna.

O entendimento estabelecido após dez dias de intensas negociações teve como principais protagonistas o primeiro ministro e principal dirigente unionista, Peter Robinson, e o vice-primeiro ministro e principal dirigente do Sinn Fein no governo, Martin McGuiness. Os primeiros ministros britânico e da República da Irlanda, Gordon Brown e Brian Cowen, testemunharam o acordo e consideraram-no em condições de permitir um futuro mais tranquilo à Irlanda do Norte.

A transferência de Londres para Belfast dos sensíveis poderes judiciário e policial era o principal passo que faltava para concretizar o chamado acordo de sexta-feira santa de 1999. A transição está marcada para 12 de Abril, devendo o Parlamento da Irlanda do Norte pronunciar-se sobre o assunto já a 9 de Março.

Peter Robinson e Martin McGuiness manifestaram-se convictos de que o acordo tem condições para funcionar plenamente, salientando a sua importância por assentar em centenas de anos de conflito, violência, desconfiança e intolerância. Gerry Adams, principal dirigente do Sinn Fein, qualificou-o como "uma maravilhosa oportunidade e a base de um novo espírito para que todos possamos seguir em frente". As principais vozes contrárias ao acordo são ouvidas nos sectores unionistas mais conservadores, onde Peter Robinson é considerado "um boneco de neve". As facções mais extremistas contestam o facto de não terem tido conhecimento do andamento das negociações. A discussão parlamentar poderá fazer eco destas posições, tanto mais que alguns dirigentes do partido de Robinson, o Democrático Unionista, também manifestaram reservas.

Além de proporcionar a transferência dos poderes judiciário e policial, o acordo estabelece os mecanismos de relacionamento entre o ministro a designar e o resto do executivo, tendo em conta a sensibilidade das suas tarefas numa sociedade traumatizada pelo conflito. O provável titular do cargo será David Ford, figura prestigiada do Partido da Aliança, a mais importante organização transversal à sociedade da Irlanda do Norte, sem distinção de crenças.

O acordo cria ainda um grupo de trabalho para enquadrar o processo de definição dos trajectos das tradicionais marchas orangistas, que costumam ser problemáticos momentos de provocação entre a comunidade protestante e a minoria católica. Prevê ainda mecanismos para ultrapassar a "disfuncionalidade" do governo e dar andamento a leis que têm sido entravadas por este problema.