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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

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Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Israel na rota da NATO PDF Print
Written by Redacção de The Week   

Se Israel conseguir aderir à NATO, a sua beligerância regional será apoiada pela força colectiva de toda a Aliança. Antes que isso aconteça, será que os árabes vão reagir?

 

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    Navios da NATO no porto de Eilat (Israel) com Aqaba (Jordânia) no horizonte

 

Israel quer ser um membro da NATO. O Estado israelita já não olha para o seu próprio nariz em alianças militares. Já não quer ficar fora dos acordos militares do Ocidente. Israel quer estar dentro.

 A maioria dos israelitas acreditam que a adesão à NATO vai aumentar a segurança do país, bem como o seu poder estratégico. Curiosamente, não houve uma reacção dos árabes perante o desejo de Israel aderir à NATO, não houve qualquer tentativa árabe para bloquear a entrada, nem preparações para lidar com as consequências.

Israel e a NATO têm crescido mais proximamente durante a última década. Em 2000, a NATO expandiu o seu diálogo mediterrâmico através de conversações com sete países do Médio Oriente e do Norte de África, nomeadamente Egipto, Israel, Argélia, Jordânia, Marrocos, Tunísia e Mauritânia. Em 2004, as conversações “NATO-Mediterrâneo” foram realizadas sob o nome de "Parceria para a Paz". Seis novos países foram incluídos no novo diálogo: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Israel mostrou-se particularmente impaciente em aproveitar todas as oportunidades que a “Parceria para a Paz” tinha para oferecer.

A 24 de Fevereiro de 2005, Jaap de Hoop Scheffe, tornou-se o primeiro secretário-geral da NATO a visitar Israel. No mês seguinte, a NATO e Israel realizaram os primeiros exercícios militares conjuntos no Mar Vermelho. Algumas semanas depois, uma frota de seis navios da NATO atracou no porto israelita de Eilat. Israel (e Jordânia), também participaram pela primeira vez em exercícios militares conjuntos, no âmbito do programa “Parceria para a Paz” na Macedónia, na ex-Jugoslávia, em Fevereiro de 2005.

Segundo a revista militar britânica Jane, a posição "geopolítica" de Israel oferece à NATO uma base estrangeira para defender o Ocidente, enquanto a estrutura militar e económica da organização reforça a segurança e o potencial económico do país de acolhimento ".

Em Junho de 2005, Israel participou em manobras submarinas ao largo da costa de Taranto, na Itália. Nessa altura, fontes dos Estados Unidos da América disseram que Israel estava a tentar alargar o "âmbito da sua aliança estratégica" com a NATO, preparando-se para a adesão. Forças terrestres israelitas também participaram em operações da NATO que se prolongaram por duas semanas e meia na Ucrânia. Em 2006, Israel manifestou à NATO o interesse em participar "activamente em esforços operacionais" realizados pela Aliança no Mediterrâneo, como parte da campanha para "combater o terrorismo".

Pouco depois, Israel organizou e associou-se a três exercícios militares da NATO e participou numa conferência de comandantes da força aérea da NATO. The Wall Street Journal mencionou a existência de laços mais estreitos entre a NATO e Israel. Citou Uzi Arad, fundador do Fórum Atlântico de Israel, dizendo que Israel iria beneficiar da adesão à NATO. O Washington Post argumentou, por sua vez, que muitos países na Europa apoiavam a adesão de Israel, mas estavam à espera de Washington para sugerir qualquer movimentação.

Texto de Galal Nassar

Al-Ahram/Global Research/The Week, Fevereiro de 2010

Tradução de Helena de Carvalho

 

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