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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

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Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

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Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Esquerda francesa lança-se para 2012 PDF Versão para impressão
Segunda, 22 Março 2010 12:52

Cumpriu-se o pior pesadelo de Sarkozy

 

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A União de Esquerda bateu a direita de Sarkozy por mais de 18 pontos percentuais e assegurou 21 das 22 regiões metropolitanas de França na segunda volta das eleições regionais. Na hora da vitória, todas as forças da aliança vencedora - socialistas, ecologistas e a Frente de Esquerda - apostaram no lançamento de uma estratégia vencedora das eleições presidenciais de 2012 para que não se repita o cenário de 2004-2007: vitória nas regionais e derrota na corrida presidencial.

A vantagem não deixou qualquer margem para dúvidas: cerca de 54 por cento para a União de Esquerda e 36 por cento para o Movimento para a União Popular (UMP) de Nicolas Sarkozy, o grande derrotado da noite. A esquerda conquistou 21 das 22 regiões continentais, a direita apenas manteve a Alsácia e ganhou a Guiana e a Reunião, neste caso em detrimento do veterano comunista Paul Vergès, que com 85 anos é uma referência histórica da ilha. A Frente Nacional, que fez campanha desafiando Sarkozy acusando-o de se unir aos socialistas, ultrapassou os oito por cento e encontrou uma sucessora de Le Pen. A filha, Marine Le Pen, é a herdeira legítima com os seus 22 por cento na região de Nord-Pas de Calais.

A noite foi de euforia nos bastiões da esquerda. As palavras "união" e "unidade" foram repetidas por dirigentes e militantes de todas as forças, que salientaram "a clareza e a transparência" dos processos de apresentação nas duas voltas e também o funcionamento pleno da "disciplina republicana", a votação do candidato melhor colocado na primeira volta.

"Os franceses querem-nos unidos; estas eleições colocaram a bela palavra união no coração da esquerda", declarou a presidente socialista, Martine Aubry, na hora da vitória. Para Cécile Duflot, secretária nacional dos Verdes salientou a forma como funcionou a União de Esquerda desde a "dispersão unida" na primeira volta à unidade na segunda "sem negar diversidade". "É uma página nova para a esquerda", comentou a deputada verde Noel Manère. "Falta que a partir de agora a aliança se transforme numa verdadeira coligação sob o signo do respeito". Marie-George Buffet, presidente do PCF, sublinhou que este momento é propício para "construir a alternativa para 2012 nas lutas e em torno de um projecto". Jean-Luc Melenchon, presidente do Partido de Esquerda, sublinhou que "nem tudo se resolveu porque a direita foi derrotada; é preciso ter uma ambição que não se resume a três convenções socialistas e às primárias".

No interior do PS,. segundo a imprensa francesa, têm sido debatidas bases de uma estratégia comum a nível da esquerda e que poderia passar pela proposta de uma candidatura única, repartição de circunscrições eleitorais nas legislalativas e estabelecimento de um contrato de governo.