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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

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Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Um Quarteto enredado na estratégia de impasse PDF Versão para impressão
Sexta, 19 Março 2010 16:10

Colonização

 

O chamado "Quarteto para o Médio Oriente" apelou a Israel para congelar a construção de colonatos, apoiou a diplomacia de Washington e adoptou a meta de 24 meses para a criação do Estado Palestiniano. Israel já contestou os resultados da reunião de Moscovo.

Mais informação

http://www.beinternacional.eu/index.php/destaques/382-gaza

Não suscitou qualquer surpresa o encontro de alto nível dos membros do "Quarteto para o Médio Oriente" realizado sexta-feira em Moscovo. O secretário geral da ONU, os chefes das diplomacias dos Estados Unidos, da Rússia e da União Europeia, além de Tony Blair, o executivo do grupo, adoptaram, no geral, a nova fórmula de negociações indirectas entre Israel e a Autoridade Palestiniana apresentada recentemente pelos Estados Unidos. A iniciativa está suspensa mesmo antes de ter arrancado na prática uma vez que Israel mantém a decisão de manter os trabalhos de colonização nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Leste.

Os membros do Quarteto apelaram às duas partes para que aceitem o processo de negociações, embora o processo esteja actualmente dependente da atitude de Israel. Tanto o vice-presidente dos Estados Unidos como a Autoridade Palestiniana afirmaram que só haveria condições para estabelecer negociações quando Israel anunciar o congelamento da colonização.

Ban Ki-Moon leu uma declaração final da reunião na qual os membros do Quarteto manifestam acordo com um plano da Autoridade Palestiniana para criar o Estado independente no prazo de 24 meses. Nos termos do Acordo de Washington assinado em 1993, a solução defendida internacionalmente para o problema israelo-palestiniano já deveria estar em vigor desde 1998. Esse Estado, segundo o secretário geral da ONU, deverá caracterizar-se por "independência, boa governação, justiça e segurança para o povo palestiniano".

O Quarteto declarou-se preocupado com a "deterioração" da situação em Gaza e pediu aos palestinianos para "combaterem o extremismo". A Força Aérea de Israel voltou a bombardear Gaza durante as últimas horas como resposta ao disparo de dois rocketts sobre o seu território, acção cuja autoria foi reivindicada por um grupo associado à Al-Qaida. O documento final não contém quaisquer propostas de diligências a efectuar para que seja aliviado e levantado o cerco de Gaza.

Hilary Clinton, secretária de Estado norte-americana, proferiu uma declaração no final da reunião qualificando as relações do seu país como Israel como "profundas, sólidas e duradouras". As palavras correspondem ao tom conciliador adoptado nos últimos dias pelos dirigentes norte-americanos em relação a Israel sem que este país altere a posição que marcou durante a visita do vice-presidente Josef Biden.

A primeira reacção de Israel às decisões de Moscovo partiu do ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman. Rejeitou os apelos à suspensão da colonização alegando que essa posição está a por de lado mais de 16 anos de negociações. O primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, sublinhou posteriormente que o mais importante é "construir a confiança" para realizar negociações.

A multiplicação de apelos a Israel tem sido uma constante de países e instâncias internacionais, sem resultados práticos. Analistas da região consideram que a pressão diplomática não perturba Israel porque sabe que, em última instância, poderá contar sempre com o apoio norte-americano, além de beneficiar os sectores israelitas, no governo, que preferem sempre a situação de impasse às negociações.