Agenda

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Segunda-feira

15:00 – 18:30 - Comissão do Desenvolvimento – PE, Bruxelas – 4Q2 – Sistemas de saúde na África Subsariana

 

Terca-feira

10:00 – Reunião do Grupo da Esquerda Unitária GUE/NGL sobre os servicos postais – PE, Bruxelas - P1C051

14:00 - 15:30 - Comissão do Desenvolvimento – PE, Bruxelas - A5G-2 – A situacão humanitária no Paquistão – Discussão com a Commissária GEORGIEVA

 

Quinta-feira

 09:00 - 12:30 - Comissão de Indústria – PE, Bruxelas - PHS 01A002 - Alteracão da Regulacão N. 663/2009 que estabelece um programa de recuperacão económica através de fundos para assistir projectos no campo energético

10:00 – 12:30 - Comissão das Liberdadades Cívicas (reunião conjunta com Comissão dos direitos das Mulheres)– PE, Bruxelas 2Q2 -  – Tráfico de Seres Humanos

15:00 – 18:30 – Comissão de Assuntos jurídicos – PE, Bruxelas A5G3 - discussão sobre o novo servico de accão externa europeu

Conferência sobre pobreza infantil no âmbito do Ano europeu contra a pobreza - Marche-en-Famenne, Bélgica http://europa.eu/eucalendar/eventpopup.shtml?eventId=1284130

 

sexta-feira

Conferência sobre pobreza infantil no âmbito do Ano europeu contra a pobreza - Marche-en-Famenne, Bélgica http://europa.eu/eucalendar/eventpopup.shtml?eventId=1284130

 

 

 

 

 

 

 

 

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Biden e a retirada do Iraque

As coisas estão muito diferentes, as coisas estão muito mais seguras
Miguel Portas

Ciganos e canalhas

Se tivesse que seleccionar o acontecimento político deste verão, seria certamente o da deportação de ciganos para o Kosovo, a Roménia e a Bulgária. Tudo começou pianinho, em Abril, quando o governo alemão impôs ao seu protectorado kosovar um acordo para o acolhimento de 14 mil ciganos.


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A imigração tal como é vista PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 03 Fevereiro 2010 15:37

imigrantes

Os imigrantes são menos do que se pensa, o apoio à legalização está a aumentar e uma larga maioria da opinião pública acha que deviam ter direitos iguais aos cidadãos nativos. Estas são algumas das mais surpreendentes conclusões da sondagem “Transtalantic Trends: Immigration” realizada na América do Norte e na Europa.

 

Pelo segundo ano consecutivo o relatório “Transatlantic Trends: Immigration” foi divulgado esta semana em Bruxelas. É uma sondagem realizada na primeira quinzena de Setembro 2009 a cerca de mil homens e mulheres com idade igual ou superior a 18 anos. Os países seleccionados são aqueles com grandes questões relacionadas com a imigração: Itália, Espanha, Holanda, Reino Unido, França, Alemanha, Estados Unidos da América e Canadá. O estudo é apoiado por cinco entidades – The German Marshall Fund of the United States; The Bradley Foundation; Compagnia di San Paolo; Barrow Cadbury Trust; Fundación BBVA (www.transatlantictrends.org).

O relatório revelou algumas alterações importantes ao longo de 2009 e introduziu uma série de novas questões e tópicos num número crescente de países. Após uma análise dos resultados, alguns temas principais emergiram que poderia ser importante para os decisores políticos.


A percentagem dos inquiridos que viram a imigração como um problema mais do que uma oportunidade aumentou nos países europeus por sete pontos. As visões negativas estavam intimamente ligadas à orientação política; nos Estados Unidos, por exemplo, aqueles que se descrevem a si mesmos como Republicanos estavam 15 pontos mais propensos a dizer que a imigração foi um problema maior em 2009 do que em 2008.


A pesquisa descobriu que os efeitos da crise económica sobre a percepção da imigração são complexos; as maiorias não acreditam que os imigrantes ficam com os empregos dos nativos ou que reduzem os seus salários. No entanto, a nível familiar, verificou-se que as famílias que enfrentam sérias dificuldades financeiras nos últimos 12 meses tendem a estar mais preocupadas com a imigração legal do que aquelas cuja situação financeira manteve-se ou que até melhorou.


O público desenhou uma linha muito clara entre imigrantes legais e ilegais e a imigração ilegal foi visto muito negativamente por pessoas de ambos os lados do Atlântico. Por outro lado, a existência de programas de emprego permanente para imigrantes são preferidos a regimes temporários: os inquiridos achavam que os imigrantes permanentes integram-se melhor na sociedade.

 

Já as políticas preferenciais para combater a imigração ilegal variam muito de país para país. Países mediterrânicos preferem a política de aumento da ajuda ao desenvolvimento aos países de origem; os britânicos favorecem o reforço dos controlos nas fronteiras; alemães e holandeses preferem sanções mais severas para os empregadores que contratam imigrantes ilegais.


Em questões de integração, a maioria dos entrevistados concorda que a imigração aumenta a cultura nacional e aprova políticas de governo para dar a imigrantes legais benefícios sociais e direitos de participação política. Por outro lado, a maioria desaprova que o governo pague os cursos de línguas nacionais. Algumas nuances sobre a integração também foram encontradas quando os entrevistados foram questionados sobre a maior barreira à integração. Para americanos, italianos e franceses, a discriminação social é a maior barreira, enquanto maiorias ou pluralidades em todos os outros países pesquisados pensam que a falta de vontade de integração dos próprios imigrantes é a maior barreira.


As pessoas mostraram diferentes níveis de satisfação com a forma como seus governos controlar a imigração. Uma percentagem bastante elevada de alemães e canadianos considerara que os seus governos estavam a fazer um bom de gestão da imigração, enquanto britânicos, espanhóis, americanos e italianos foram os mais insatisfeitos com o trabalho dos governos. A imigração, no entanto, vai além de ser apenas uma questão nacional. Há um apoio considerável nos países da Europa continental para abordar a imigração ao nível da União Europeia. Já os americanos e canadianos apoiam as decisões tomadas a nível nacional.


Finalmente, uma grande lição a tirar deste relatório: o público parece saber pouco sobre os imigrantes que vivem em seus países, incluindo os respectivos números. Em todos os países pesquisados as pessoas sobrestimam o número de imigrantes por ampla margem. Educar o público sobre a situação da imigração nos respectivos países seria uma tarefa de valor e contribuiria para os debates de políticas futuras.