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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

Alta comissária da ONU acusa regime sírio PDF Print
Tuesday, 14 February 2012 17:34

A informação de Pilay, baseada na actuação de uma “equipa independente” no terreno, é omissa quanto à violência praticada sobre a população civil por grupos armados que actuam nas zonas onde se concentram os protestos da oposição.

Sehundo a Alta Comissária, “o fracasso do Conselho de Segurança para encontrar um consenso que permita uma acção firme e colectiva deu confiança ao governo sírio para lançar um ataque sem quartel com o objectivo de destroçar a dissidência com uma força avassaladora”.

Navi Pillay citou perante a Assembleia Geral números obtidos pela suas fontes segundo os quais o regime sírio da família Assad assassinou cerca de 5400 pessoas no ano passado, prendeu mais de 18 mil de maneira arbitrária, forçou 25 mil pessoas a fugirem do país e 70 mil deslocados internos.

A proposta da Liga Árabe para formação de uma força de manutenção de paz tem sido recebida de maneiras diferentes entre as potências mundiais. A União Europeia declarou que apoia a proposta mas entre os Estados-membros a leitura não é tão directa: o Reino Unido afirma, depois da divulgação de um relatório segundo o qual as forças britânicas estavam mal preparadas para a guerra na Líbia, que essa força deve ser constituída por nações árabes; o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, manifestou a opinião de que qualquer intervenção estrangeira de natureza militar só pioraria a situação”, declaração que é atribuída ao facto de o seu país estar em período eleitoral.

Serguei Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo que há dias foi recebido triunfalmente em Damasco, considera que são necessários mais esclarecimentos da Liga Árabe sobre o assunto. “Em primeiro lugar”, disse, “para deslocar uma força de paz é necessária autorização da parte de quem recebe; em segundo lugar, para que se possa enviar uma força de manutenção de paz é necessário que haja paz, isto é, algo que se pareça com um cessar-fogo, o que é difícil de alcançar porque os grupos que combatem o regime sírio não obedecem a ninguém, não são controlados por ninguém”.

Lavrov comentou a proposta da senhora Clinton e Sarkozy para constituir “um grupo de amigos da oposição síria” dizendo que não cumpre os objectivos pretendidos pela Liga Árabe. Se fosse, acrescentou “um grupo de amigos da Síria” seria “positivo” porque, em sua opinião, “é necessário abrir um diálogo nacional inclusivo”.