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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

UE não pode ignorar o Saara PDF Print
Tuesday, 09 March 2010 17:20

saara02

A contra-cimeira de Granada deixou claro às instituições europeias que qualquer progresso do tipo de associação entre a UE e Marrocos não pode ignorar a ocupação do Saara Ocidental.

A pujança das iniciativas solidárias com os saarauis na cidade andaluza acabou por marcar a agenda da cimeira oficial UE-Marrocos e estabeleceu os marcos em que a União se deve mover nas relações com Rabat para se manter sintonizada com os seus próprios princípios. As questões da democracia e dos direitos humanos em Marrocos e o respeito pela vontade dos saarauis livremente manifestada são incontornáveis pela União.

As sessões da contra-cimeira organizada em Granada no fim de semana em paralelo com a cimeira UE-Marrocos mobilizaram milhares de activistas e simpatizantes dios direitos do Saara Ocidental e esgotaram por completo a capacidade dos recintos em que se realizaram. Mais de cinco mil pessoas juntaram-se na manifestação que assinalou o fim dos trabalhos e que foi um generoso acto de solidariedade que nem a chuva intensa perturbou. A presença de Aminetu Haidar, símbolo do episódio mais recente de uma luta de décadas, motivou gestos significativos e confiantes de que a luta saraui não passa despercebida na cena internacional apesar de o processo institucional continuar congelado por falta de interesse político das principais potências das Nações Unidas. A alusão à questão dos direitos humanos em Marrocos feita na cimeira oficial pelo presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, significa que as institituições europeias não podem abstrair-se do problema apesar dos interesses económicos que, de um lado e de outro, pressionam as relações UE-Marrocos.

A mensagem das várias iniciativas integradas na contra-cimeira de Granada foi clara: a União só deverá avançar para um estatuto "especial" de associação com Marrocos depois de as autoridades de Rabat estabelecerem uma verdadeira democracia no país e contribuírem para a solução da questão do Saara Ocidental. Um povo não será livre enquanto oprimir outros povos e as instituições que definem a democracia como um dos seus princípios básicos de conduta não podem permitir que outros interesses se sobreponham e permitem cumplicidades com violações dos direitos humanos, do princípio da autodeterminação e do funcionamento democrático, declarou o eurodeputado Miguel Portas numa das suas intervenções nos actos de Granada. O tema das relações UE-Marrocos e das incontornáveis ligações com a questão do Saara Ocidental poderá a vir a ter em breve  novos desenvolvimentos no âmbito do Parlamento Europeu.

Algumas intervenções nas reuniões de Granada sublinharam o facto de a União Europeia não poder repetir em relação a Marrocos a atitude que mantém para com Israel, país com o qual estabeleceu um avançado estatuto de associação que ignora as atitudes do Estado judaico violadoras dos direitos humanos e do direito internacional. Na mesma semana da cimeira com Marrocos a União foi condenada no âmbito do Tribunal Russal para a Palestina, um "tribunal de consciência" que denunciou o facto de a UE ignorar na prática situações graves como a colonização dos territórios palestinianos, o bloqueio de Gaza e o muro da Cisjordânia que viola direitos como os de livre circulação e de propriedade.

Em Granada convergiram activistas e simpatizantes da causa saaraui oriundos de numerosos países da Europa, incluindo algumas dezenas de poruguesas que se deslocaram expressamente.

 

Reportagem da TVI 24 no interior do Saara Ocidental

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/saarauis-sahara-marrocos-teresa-rodrigues-julio-barulho-tvi24/1145777-4073.html