| Khadner Adnan às portas da morte em defesa do direito internacional |
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| Tuesday, 21 February 2012 16:55 | |||
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Khader Adnan, cidadão palestiniano, entrou no terceiro mês de greve de fome e está às portas da morte como protesto contra ao maus tratos e as condições prisionais que lhe foram impostas pelas autoridades israelitas. Patrick Le Hyaric, deputado da Esquerda Unitária (GUE/NGL) no Parlamento Europeu, pediu à Alta Representante para os Assuntos Externos da União Europeia, Catherine Ashton, para intervir junto das autoridades israelitas de modo a que sejam respeitadas as convenções internacionais aplicáveis num caso como este, o que poderia ainda salvar a vida do detido palestiniano. Khadner Adnan, de 34 anos, pai de família, foi preso em Jenin, no Norte da Cisjordânia ocupada, no início de Dezembro e logo depois encarcerado. Depois dos maus tratos recebidos e das condições deploráveis de detenção, contrárias às mais elementares normas internacionais, iniciou uma greve de fome de modo a chamar a atenção para o que ele e milhares de outros cidadãos palestinianos, alguns deles deputados eleitos democraticamente, sofrem nas cadeias israelitas, desde as arbitrariedades da detenção, à tortura e às péssimas condições a que são submetidos. As autoridades atribuíram a Adnan o estatuto de "detenção administrativa", que viola de modo primário todas as normas da justiça mais elementar pois permite a prisão por tempo indeterminado sem acusação, culpa formada ou julgamento. Em 30 de Dezembro, Adnan foi transferido da prisão de Ramleh para um hospital e, pouco depois, para outro estabelecimento hospitalar, em Safad, devido à grave deterioração do seu estado de saúde. Após mais de 60 dias de greve da fome a sua vida corre perigo. Na sua carta a Catherine Ashton, Patrick Le Hyaric pede que intervenha em defesa das convenções internacionais. "Em nome dos valores que a União Europeia defende ficar-lhe-ia grato se pudesse levantar no quadro internacional a situação insuportável a que estes detidos estão sujeitos, em violação flagrante do direito internacional", escreve o eurodeputado francês. "Este caso particular", acrescenta, "faz-nos lembrar fortemente a sorte de milhares de prisioneiros palestinianos, entre eles deputados, detidos de maneira puramente arbitrária em Israel". Catherine Ashton participa actualmente no México na primeira reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G 20."Face à urgência da situação", sublinha Le Hyaric, "todos os defensores dos direitos humanos lhe ficariam reconhecidos pela intervenção extremamente rápida para salvar uma vida ameaçada".
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