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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

Inspectores da AIEA voltam a Teerão PDF Print
Monday, 20 February 2012 19:41

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Uma delegação da Agência Internacional de Energia Atómica chegou a Teerão para debater com as autoridades iranianas o programa nuclear do país, alvo de controvérsia internacional e ameaças de guerra.

A visita decorre numa situação onde avultam as contradições entre a reactivação da frente diplomática, que poderia diminuir a tensão, e a elevação do tom dos discursos e do conteúdo das sanções, que continua a agravá-la.

Na semana passada o Irão enviou uma carta sobre a decisão de reatar discussões internacionais relacionadas com o seu programa nuclear, que alega ser apenas civil, e que, surpreendentemente, foi acolhida de maneira favorável em Washington e Bruxelas, o que raramente acontece.

Ao mesmo tempo, e antecedendo os efeitos das sanções estabelecidas pela União Europeia, que não conhece de facto a realidade do programa, o Irão decidiu cancelar as exportações de petróleo para o Reino Unido e a França, facto que terá repercussões nas crises das economias destes países.

A delegação da Agência Internacional de Energia Atómica é constituída por cinco membros e chefiada pelo inspector Herman Nackaerts. A visita está programada para dois dias e as notícias sobre o programa divulgadas pelas agências internacionais são contraditórias. Nackaerts diz que quer “resultados concretos” e pretende visitar a base de Parchin onde, segundo a teses norte-americanas, se têm realizado explosões experimentais consideradas importantes para a criação de ogivas nucleares.

Ao mesmo tempo o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ali Akbar Salehi, rejeitou para já a possibilidade de se realizar essa inspecção dizendo que os trabalhos da AIEA “ainda só agora começaram”.

O papel de inspecção da AIEA tem sido alvo de polémica, sobretudo no Médio Oriente, acusado de ser orientado pelo Pentágono e a NATO. O exemplo mais importante desse comportamento, já ilustrado anteriormente pelo papel no Iraque antes da invasão, é o facto de esta agência da ONU nunca ter procurado investigar as notícias fundamentadas que circulam há muitos anos sobre a envergadura do arsenal atómico militar de Israel, o único existente na região.