| Um Quarteto enredado na estratégia de impasse |
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| Friday, 19 March 2010 16:10 | |||
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O chamado "Quarteto para o Médio Oriente" apelou a Israel para congelar a construção de colonatos, apoiou a diplomacia de Washington e adoptou a meta de 24 meses para a criação do Estado Palestiniano. Israel já contestou os resultados da reunião de Moscovo. Mais informação http://www.beinternacional.eu/index.php/destaques/382-gaza Não suscitou qualquer surpresa o encontro de alto nível dos membros do "Quarteto para o Médio Oriente" realizado sexta-feira em Moscovo. O secretário geral da ONU, os chefes das diplomacias dos Estados Unidos, da Rússia e da União Europeia, além de Tony Blair, o executivo do grupo, adoptaram, no geral, a nova fórmula de negociações indirectas entre Israel e a Autoridade Palestiniana apresentada recentemente pelos Estados Unidos. A iniciativa está suspensa mesmo antes de ter arrancado na prática uma vez que Israel mantém a decisão de manter os trabalhos de colonização nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Leste. Os membros do Quarteto apelaram às duas partes para que aceitem o processo de negociações, embora o processo esteja actualmente dependente da atitude de Israel. Tanto o vice-presidente dos Estados Unidos como a Autoridade Palestiniana afirmaram que só haveria condições para estabelecer negociações quando Israel anunciar o congelamento da colonização. Ban Ki-Moon leu uma declaração final da reunião na qual os membros do Quarteto manifestam acordo com um plano da Autoridade Palestiniana para criar o Estado independente no prazo de 24 meses. Nos termos do Acordo de Washington assinado em 1993, a solução defendida internacionalmente para o problema israelo-palestiniano já deveria estar em vigor desde 1998. Esse Estado, segundo o secretário geral da ONU, deverá caracterizar-se por "independência, boa governação, justiça e segurança para o povo palestiniano". O Quarteto declarou-se preocupado com a "deterioração" da situação em Gaza e pediu aos palestinianos para "combaterem o extremismo". A Força Aérea de Israel voltou a bombardear Gaza durante as últimas horas como resposta ao disparo de dois rocketts sobre o seu território, acção cuja autoria foi reivindicada por um grupo associado à Al-Qaida. O documento final não contém quaisquer propostas de diligências a efectuar para que seja aliviado e levantado o cerco de Gaza. Hilary Clinton, secretária de Estado norte-americana, proferiu uma declaração no final da reunião qualificando as relações do seu país como Israel como "profundas, sólidas e duradouras". As palavras correspondem ao tom conciliador adoptado nos últimos dias pelos dirigentes norte-americanos em relação a Israel sem que este país altere a posição que marcou durante a visita do vice-presidente Josef Biden. A primeira reacção de Israel às decisões de Moscovo partiu do ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman. Rejeitou os apelos à suspensão da colonização alegando que essa posição está a por de lado mais de 16 anos de negociações. O primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, sublinhou posteriormente que o mais importante é "construir a confiança" para realizar negociações. A multiplicação de apelos a Israel tem sido uma constante de países e instâncias internacionais, sem resultados práticos. Analistas da região consideram que a pressão diplomática não perturba Israel porque sabe que, em última instância, poderá contar sempre com o apoio norte-americano, além de beneficiar os sectores israelitas, no governo, que preferem sempre a situação de impasse às negociações.
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