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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

UE perde 4 milhões de empregos em 2009 PDF Print
Monday, 15 March 2010 15:39

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A economia dos 27 países da União Europeia perdeu mais de quatro milhões de postos de trabalho (4,021 milhões) durante o ano de 2009, dados que traduzem um agravamento de 1,8 por cento da situação em relação a 2008, de acordo com resultados ainda provisórios divulgados pelo Eurostat. Na Zona Euro foram liquidados 2,721 milhões de empregos no mesmo período.

Os números anuais do emprego foram divulgados pelo departamento de estatísticas da União Europeia em simultâneo com os resultados do último trimestre de 2009. De acordo com a mesma fonte, nos 16 países da Zona Euro o desemprego continua a aumentar e registou mais 0,2 por cento no último trimestre do ano passado em comparação com o trimestre anterior, isto é, mais 347 mil pessoas desempregadas. Em toda a União Europeia a quebra do último trimestre de 2009 foi de 0,3 por cento em comparação com os três meses anteriores, o que significa que mais de meio milhão de pessoas (583 mil) perderam o emprego nos passados meses de Outubro, Novembro e Dezembro.

O ritmo de crescimento do desemprego foi mais intenso em 2009 do que em 2008, em pleno auge da crise financeira internacional. A quebra de 1,8 por cento em 2009 tanto na Zona Euro como nos 27 compara, respectivamente, com 0,9% e 0,7% em 2008.

Os sectores mais atingidos pela quebra de empregos, segundo o Eurostat, foram os de produtos manufacturados (1,1 por cento na Zona Euro e 1 por cento nos 27), construção (0,4 por cento e 0,7 por cento) e comércio, transportes e comunicações (0,5 por cento em ambas as zonas). Agricultura e outros serviços cresceram muito ligeiramente. Nos serviços financeiros a quebra foi de 0,1 por cento na Zona Euro, registando-se uma subida de 0,1 por cento em toda a União.

A comparação em termos de trimestres equivalentes revela igualmente os maus resultados de 2009. As descidas foram de 2,0 por cento (Zona Euro) e 2,1 por cento (nos 27) em relação ao último trimestre de 2008.